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SP quer creche em faculdade privada de Pedagogia

Agência Estado

Publicação: 03/02/2014 09:31 Atualização:

São Paulo (AE), 03 - A Prefeitura de São Paulo quer firmar parcerias com faculdades particulares e criar creches de aplicação para atender crianças da vizinhança. A ideia seria uma forma de diminuir o déficit de vagas na capital.

O município não divulgou os dados sobre a demanda por educação infantil registrada em dezembro, mas, em outubro, informação mais recente, estavam na fila por creche 170 mil crianças de 0 a 3 anos. A rede mantinha 213,8 mil matriculados.

A Secretaria Municipal de Educação já se reuniu algumas vezes com o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo (Semesp), que mapeou cerca de 90 cursos particulares de Pedagogia na cidade. “Vamos analisar a localização e características das instituições, mas sabemos que muitas estão em áreas onde há demanda”, disse ao Estado o secretário, Cesar Callegari.

A Prefeitura só pode fazer convênios para creches com entidades sem fins lucrativos. Como a maioria das faculdades não se encaixa nesse perfil, o plano é que Organizações Não Governamentais (ONGs) que já realizam atendimento de educação infantil possam compor uma triangulação entre o município e as faculdades.

Além de questões legais, as instituições precisam aderir ao programa e investir nas adequações. “Temos uma parte burocrática que não é simples”, diz o presidente do Semesp, Hermes Figueiredo. “As instalações em geral não contemplam esse tipo de atendimento, teria de haver um novo local separado, o que demanda investimento e conscientização para convencimento das faculdades.”

Figueiredo ressalta que os próprios cursos de Pedagogia se beneficiariam de terem unidades de educação infantil ligadas às faculdades. Gerente de programas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Ely Harasawa afirma que é essencial que o atendimento seja feito por educadores já formados e que os alunos façam estágio no local. “É uma alternativa muito interessante. Haveria profissionais formados e alunos supervisionados pelos especialistas da academia”, diz.

Sem dinheiro

A gestão de Fernando Haddad (PT) alega que o impedimento de reajustar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) “tirou” R$ 249 milhões da educação. Segundo Callegari, os planos de obras (243 novas creches) continuam “intocáveis”, mas a pasta tem procurado alternativas para aumentar a oferta de vagas. Decisão judicial de 2013 determinou que a cidade crie 150 mil novas vagas em educação infantil até 2016. “Não precisamos ser empurrados pelo poder Judiciário para fazer o que já queremos.”

As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo.

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