Cinco índios são presos por assassinato no Amazonas

Eles teriam matado três homens; corpos não foram encontrados

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postado em 01/02/2014 08:21

Estado de Minas

A Polícia Federal apontou índios da etnia tenharim da região de Humaitá (AM) como os responsáveis pelo assassinato, dentro de uma aldeia da etnia, de três homens que estão desaparecidos desde o mês passado. A PF afirmou ainda que os suspeitos ocultaram os cadáveres. A PF divulgou nota ontem sobre a investigação. Uma ação na noite de anteontem prendeu cinco índios suspeitos dos crimes. Todos vivem em aldeia localizada entre os quilômetros 100 e 150 da BR-230, no Sul do Amazonas. A Justiça Federal atendeu pedido da polícia e expediu cinco mandados de prisão temporária contra os suspeitos.


"As conclusões da investigação apontam para a ocorrência de homicídio praticado pelos presos dentro de uma das aldeias e posterior ocultação dos cadáveres. Os corpos ainda não foram localizados", informou a PF. O funcionário da Eletrobras Aldeney Salvador, o representante comercial Luciano Ferreira e o professor Stef de Souza viajavam juntos pela Rodovia Transamazônica em 16 de dezembro quando desapareceram.


No início deste mês, policiais localizaram peças de carro queimadas dentro da terra indígena tenharim. A PF ainda não divulgou o resultado da perícia sobre o material. A megaoperação, além de policiais federais, contou com a Polícia Rodoviária Federal, Exército e Força Nacional. Segundo informações preliminares da PF, os corpos das vítimas, por enquanto, não foram encontrados, mas teriam sido jogados em um rio. O inquérito foi instaurado três dias depois do desaparecimento, em 19 de dezembro. Até agora, mais de 100 pessoas já foram ouvidas pela polícia.


O desaparecimento dos três homens desencadeou violentos protestos em Humaitá desde 25 de dezembro. Três mil manifestantes incendiaram a Casa do Índio, a sede da Funai, um barco e vários veículos em Humaitá. No dia seguinte, a reserva foi invadida e os pedágios instalados pelos índios na Transamazônica foram incendiados. A prisão dos índios deixou o clima tenso na região e o efetivo da força-tarefa foi aumentado.

Dor Após a divulgação da prisão dos índios, parentes das vítimas dos homens desaparecidos foram buscar informações na PF em Porto Velho, para onde os índios presos foram levados. Chorando, o pai e o irmão de Stef de Souza diziam ainda não acreditar na morte do professor, um dos três desaparecidos em Humaitá. A PF não encontrou os corpos, mas dá as mortes como certas. "Quem garante que a Justiça vai manter esses índios presos? Prisão nenhuma vai amenizar a dor que estamos sentindo. A esperança era que fossem encontrados vivos, mas isso acabou", disse Stefanon Pinheiro de Souza, irmão do professor.

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