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Morador da Favela do Guarda tentou salvar vizinho

Agência Estado

Publicação: 28/01/2014 20:49 Atualização:

Rio, 28 - Muito emocionado, Luis Felipe Silva de Lima, de 20 anos, morador da Favela do Guarda, no Complexo União de Del Castilho, às margens da Linha Amarela, no Rio, contou como foi o regaste desesperado de Adriano Pontes, 26, morador da Favela do Rato, do outro lado da via expressa. Lima dormia na casa onde mora com a mãe quando foi acordado pelo estrondo da passarela de 42 metros caindo no chão. Essa não teria sido a primeira vez que um caminhão bate na passarela, de acordo com moradores, mas nunca com tamanho impacto.

Lima disse que a primeira imagem que viu ao sair de casa foi a da passarela caída sobre um táxi e um carro. Em seguida, avistou Pontes com a cabeça dentro do Rio Faria Timbó, que separa as duas pistas da via expressa, e o corpo nas laterais. Pontes ainda estava vivo. Com dois amigos, Lima entrou no rio para tentar salvar o vizinho. "Saí correndo e ainda o vi agonizando, lutando pela vida. Desci no rio para tentar salvá-lo, mas como não tenho conhecimento de primeiros-socorros, não consegui. Vi quando ele morreu", afirmou, emocionado. Perto dali, Célia Maria, 64, que também passava pela passarela, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Durante a tentativa de resgate, o irmão de Pontes, William, chegou ao local e o viu ainda com vida. Do alto do que ainda restava da passarela ele só conseguia gritar "estou contigo irmão" enquanto o pai gritava desesperado pelo filho. Mesmo com a chegada dos Bombeiros, Pontes foi retirado do rio sem vida.

"Vi os carros, mas não consegui ver as pessoas que ficaram presas. Foi uma cena muito forte. Nunca vou me esquecer." A telefonista Verônica, de 32 anos, disse que está é a terceira vez que um caminhão bate na passarela, o que foi negado pela Linha Amarela S.A. (Lamsa). Ao ouvir o barulho do impacto, Verônica correu para a janela e viu adultos e crianças que chegavam à passarela, correndo de volta para as rampas de acesso. "Se fosse em época de aulas, teria sido muito pior. Todo mundo usa a passarela para ir para a escola e para o trabalho."

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