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Corregedoria da PM investigará caso de jovem baleado durante protesto em São Paulo O coordenador de direitos humanos da defensoria pública de São Paulo, está acompanhando o caso de perto e já conversou com o irmão da vítima

Estado de Minas

Publicação: 26/01/2014 18:01 Atualização: 26/01/2014 18:38

 Os protestos contra a Copa do Mundo aconteceram várias cidades pelo país. Em São Paulo o ato terminou com mais de 100 pessoas presas  (AFP PHOTO/ Miguel Schincariol  )
Os protestos contra a Copa do Mundo aconteceram várias cidades pelo país. Em São Paulo o ato terminou com mais de 100 pessoas presas

Um homem identificado como Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, foi baleado por policiais militares durante o protesto "Não vai ter Copa" na noite desse sábado, na Rua Sabará, no centro de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso está sendo investigado a pela Corregedoria da Polícia Militar e também pela Polícia Civil. A vítima está internada em estado grave. "Ele estava na manifestação, se dispersou. Não sei o que aconteceu, Fabrício ficou com medo e correu", disse o irmão da vítima Gabriel Chaves.

Segundo o irmão, ele é frequentador habitual de manifestações. A família agora tenta a transferência do pronto Socorro Santa Casa para outro hospital. " Ele ainda não tem condições clínicas para ser transferido, a situação é grave", disse uma prima que não se identificou.

De acordo com a Polícia Militar, por volta das 22h30, dois homens em atitude suspeita foram abordados por PMs na Rua da Consolação e um deles fugiu correndo. Durante a fuga, segundo a corporação, o estoquista Fabrício Proteus Chaves, teria tentado golpear dois policiais com um canivete e, ao continuar correndo, foi baleado pelos dois agentes que sofreram a tentativa de golpe. O homem foi encaminhado pelos próprios policiais para a Santa Casa, em Santa Cecília. De acordo com o hospital, a vítima foi atingida por dois tiros, um no tórax e um na genitália e o estado dele é considerado grave.

O defensor Carlos Weis, coordenador de direitos humanos da defensoria pública de São Paulo, está acompanhando o caso de perto e já conversou com o irmão da vítima. " Havia três policiais contra uma pessoa com arma branca. É evidente que havia outros meios menos letais de resolver a situação". "Temos uma preocupação enorme com a maneira violenta e excessiva que a Polícia Militar tem agido nos protestos", completou.

Boletim de Ocorrência

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública, Fabrício faz parte do grupo black bloc. "Dois homens foram abordados por policiais militares em patrulhamento na rua da Consolação. Fabrício Proteus Nunes Fonseca Mendonça Chaves tentou fugir e foi contido. Os policiais pediram que ele abrisse a mochila para revistá-la, onde foi encontrado artefato explosivo. Em seguida, fugiu, sendo perseguido por dois PMs. Próximo a um posto de gasolina, o homem sacou um estilete que estava no bolso da calça e se voltou contra um dos PMs.

Neste momento, os policiais atiraram e o suspeito caiu no chão, porém, levantou-se e tentou fugir novamente, parando logo depois. Ferido no ombro direito e na parte interna da coxa esquerda, ele foi conduzido ao Pronto Socorro da Santa Casa de São Paulo, onde foi operado e permaneceu internado." O boletim de ocorrência de resistência, lesão corporal e desobediência foi registrado no Distrito Policial da Consolação (4°DP).

O protesto contra a Copa do Mundo no Brasil terminou em confronto entre manifestantes e policiais, após serem registradas depredações de estabelecimentos comerciais e agências bancárias no centro de São Paulo. Houve início de incêndio e participação dos black blocs, que correram em direção aos PMs e lançaram até coquetel molotov. Segundo a PM, 135 pessoas foram detidas - 12 eram menores de idade - por acusações de crimes como lesão corporal, porte de arma e de droga e furto. Elas foram liberadas na manhã deste domingo.

Com Agência Estado
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Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: Sérgio Vilelaa
E quem irá investigar e punir os responsáveis pelos danos ao patrimônio publico e privado? A bandidada faz quebra-quebra, desreipeita as pessoas de bem e a culpa é da policia? | Denuncie |

Autor: LuisCardoso Cardoso
Infelizmente estamos longe de sermos um País civilizado. Os protestos devem ocorrer sim, mas sem vandalismo porque quem tem a perder é somente o POVO. Com o dinheiro a ser gasto os governantes poderiam gastá-los em educação, saúde, transporte, moradia e saneamento básico. Quem dera se ocorresse isso. | Denuncie |

Autor: Rene Magalhaes Costa
Só marginais tem direito neste País. Porque estes defensores não buscam ensinar aos manifestantes para não depredarem o patrimônio alheio. A permissividade (democracia) já f... o Iraque, o Egito, vai f... a Síria e outros países. Estamos num mundo sem respeito e todos defendem estes marginais. Basta. | Denuncie |

Autor: Geraldo braganca
Investigar o quê? Quando a polícia toma atitudes apropriadas contra estes vândalos, vem o Ministério Público fazer investigação? Vá...investigar de onde veio, para onde ia e quem era aquela cocaína toda encontrada no helicóptero do Perrela...e pra estes vândalos...cadeia neles... | Denuncie |

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