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Alunos da Gama Filho denunciam abusos de PMs e pretendem processá-los Estudantes foram presos por acampar no gramado do Congresso. PM nega acusações

Leandro Kleber - Especial para o Correio

Publicação: 22/01/2014 09:31 Atualização:

Estudantes relatam que foram xingados e agredidos dentro do ônibus que os levou para prestar depoimento (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Estudantes relatam que foram xingados e agredidos dentro do ônibus que os levou para prestar depoimento

Após serem retirados à força da área do gramado do Congresso Nacional em frente ao estacionamento do Palácio do Planalto, os estudantes da Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, descredenciada pelo Ministério da Educação (MEC) na última semana, pretendem entrar na Justiça contra a Polícia Militar do Distrito Federal.

Segundo eles, os policiais utilizaram gás de spray de pimenta dentro do ônibus em que estavam — após detidos — enquanto gritavam palavras de ordem; chamaram o grupo de maconheiro e algumas mulheres de vagabundas; e ainda, ironicamente, colocaram uma arma de fogo nos glúteos de um aluno (por fora da roupa).

Nesta terça-feira à tarde, os estudantes fizeram novo protesto em frente ao MEC, revoltados por não terem sido chamados para uma reunião entre os gestores da pasta e diretores de instituições privadas que poderão receber os matriculados na Gama Filho. Os alunos reivindicam a federalização da instituição e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), que também foi descredenciado pelo MEC.

Procurada, a PM limitou-se a dizer que “agiu em estrito cumprimento do dever legal em apoio à Polícia do Senado”. Por meio da assessoria de comunicação, informou que “o ideal é que as demandas sejam enviadas à assessoria de imprensa deste órgão”. O Correio, então, entrou em contato com o Senado. A assessoria da Casa informou que a Polícia Legislativa “não pode responder pelo que a PM faz”. Questionados sobre a avaliação do trabalho feito em parceria com a PM, não houve manifestações.

“Houve muita truculência por parte da polícia. Eles puxaram a gente pelos braços, jogaram gás de pimenta no meu rosto e no da minha colega, xingaram. Jogaram gás dentro do ônibus, só porque a gente tava gritando. A polícia estava irritada porque viu que tínhamos respaldo jurídico”, conta a estudante do quinto semestre de medicina da Gama Filho Ana Flávia Hissa. O grupo de 13 alunos responderá por desacato na Justiça.

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