Família descarta crime de homofobia e admite suicidio de jovem em SP

Mãe não acreditava na versão da polícia, mas mudou de ideia após família encontrar diário de Kaique

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postado em 21/01/2014 16:19 / atualizado em 21/01/2014 16:44

Estado de Minas

A cabeleireira Isabel Cristina Batista, mãe do adolescente Kaíque Augusto Batista dos Santos, que foi achado morto num viaduto da região central de São Paulo há dez dias, reconheceu nesta terça feira, 21, que o filho se suicidou. A hipótese, de acordo com Cristina, foi reforçada pelas investigações da polícia e as mensagens de despedida encontradas no diário apreendido na casa de Kaíque, de 17 anos. Inicialmente, a família falava em homofobia.

"Foi um choque. Ele não apresentava sinais de depressão", afirmou a cabeleireira. As anotações do adolescente indicam que ele havia passado por uma decepção amorosa. Havia ainda mensagens de despedida para a família. As informações preliminares da perícia também indicam que Kaíque se atirou do viaduto, após sair de uma casa noturna onde estava com amigos. A investigação é conduzida pelo 3º Distrito Policial (Campos Elísios).

 

Morte

O corpo de Kaique Augusto Batista dos Santos foi encontrado desfigurado pela Polícia Militar, no sábado, 11, próximo a um viaduto na região da Bela Vista. A ocorrência foi registrada inicialmente como suicídio. Amigos de Kaique dizem que o viram pela última vez em uma boate na sexta-feira, 10, um dia antes de o corpo ser encontrado

 

A família alegou que não se tratava de suicídio, já que a vítima teria uma perfuração na perna com uma barra de ferro e vários machucados que indicariam tortura.  Revoltados com o resultado do laudo, que inicialmente apontava a possibilidade de o jovem ter sido torturado, ativistas marcaram uma manifestação contra a homofobia no Largo do Arouche na sexta-feira passada, dia 17.

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