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Abertura de sex shop em condomínio residencial de Brasília vai parar na Justiça Dono tenta provar que não causa transtornos, mas síndico diz que a atividade constrange moradores

Mara Puljiz - Correio Braziliense

Publicação: 20/01/2014 09:48 Atualização:

 O proprietário, Anderson Diniz, diz ser alvo de preconceito:'As pessoas têm medo de serem reconhecidas por morarem no prédio do sex shop, mas não há nada que cause constrangimento' (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O proprietário, Anderson Diniz, diz ser alvo de preconceito:'As pessoas têm medo de serem reconhecidas por morarem no prédio do sex shop, mas não há nada que cause constrangimento'

Uma polêmica envolvendo um condomínio residencial de Águas Claras e um sex shop foi parar nos tribunais. A confusão começou após os proprietários da empresa de moda íntima Casa do Corset Corseteria e Sex Shop alugarem o espaço, com a construtora responsável, para a vendas de corseletes e acessórios eróticos.

Constrangidos, os moradores convocaram uma assembleia extraordinária e tentam impedir o funcionamento da loja no local. O caso foi parar na Justiça e, no último dia 15, um juiz da 4ª Vara Cível de Taguatinga deferiu liminar para que o sex shop suspendesse a atividade comercial no condomínio Residencial Supremo e Supremo Mall, na Rua 14 da Avenida Castanheiras.

Instalada a discórdia, agora a empresa vai tentar barrar a liminar na Justiça para provar que o comércio não oferece nenhum tipo de transtorno. A loja de Anderson Diniz fica próxima à entrada do condomínio, mas quem passa pela portaria não enxerga mais do que alguns corseletes, um balcão onde fica a atendente, uma parede lilás e florida e uma pintura fixada na parede. Mais adiante, uma escada amarela dá acesso ao sex shop.

Os artigos eróticos ficam separados por prateleiras e, no início, há cremes, produtos em gel e aromatizantes. As próteses estão em uma estante dos fundos, no segundo piso. “Só vai olhar quem realmente quiser subir, mas as pessoas aqui têm medo de serem reconhecidas por morar no prédio do sex shop. É preconceito e discriminação”, acredita.

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