PF desarticula quadrilha responsável por desviar R$ 75 milhões da Mega-Sena

Polícia e MPF cumprem mandatos de busca. Suplente de deputado do Maranhão pode estar envolvido

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postado em 18/01/2014 13:10 / atualizado em 18/01/2014 12:50

Estado de Minas

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, desencadeou na manhã deste sábado a operação Éskhara, para desarticular uma organização criminosa responsável por uma fraude milionária no pagamento de prêmio da Mega-Sena. Cinco mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de condução coercitiva estão sendo cumpridos nos estados de Goiás, Maranhão e São Paulo.

Os crimininosos abriram uma conta corrente na agência da Caixa no município de Tocantinópolis/TO, em nome de uma pessoa fictícia, para receber um falso prêmio da Mega-Sena, no valor aproximado de R$ 73 milhões. Em seguida, o dinheiro creditado foi transferido para diversas contas.

Um dos envolvidos é o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto, que disputou a vaga em 2010 pelo PMDB do Maranhão na chapa da governadora Roseana Sarney (PMDB). Segundo os investigadores, ele teria comprado um avião com o dinheiro desviado da CEF e teria a intenção de usá-lo numa fuga. Além do suplente, que ainda não foi localizado, a polícia saiu em busca do gerente geral da agência de Tocantinópolis, que foi preso nesta manhã. Segundo a Caixa, a fraude foi a maior da história da instituição.

Desde o início da operação, a PF já recuperou aproximadamente 70% do dinheiro desviado. Participam da operação 65 policiais federais dos estados do Tocantins, Goiás, Maranhão e São Paulo.


Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato , receptação majorada, formação de quadrilha e da Lei 9.613/98 (lavagem de dinheiro), cujas penas somadas, caso condenados, podem chegar a 29 anos de reclusão.

A Polícia Federal continuará com as investigações, já que trabalha com a possibilidade de existirem outros fraudadores.

 

Com informações da Agência Estado

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