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Dependentes assistidos pelo governo paulista fumam crack no primeiro dia de trabalho Um grupo de viciados atendidos pela Operação Braços Abertos foi flagrado fumando pedras de crack antes de começar no novo emprego. Segundo a secretária municipal de saúde, é impossível impedir a ação.

Agência Estado

Publicação: 16/01/2014 14:52 Atualização:

A primeira manhã da Operação Braços Abertos - conjunto de ações voltadas à redução de danos, que inclui fornecimento de habitação, alimentação, emprego e assistência médica para moradores da Cracolândia, no centro de São Paulo - deu mostras do tamanho do desafio que o programa da gestão Fernando Haddad (PT) deve enfrentar nos próximos meses. Já com os uniformes do novo emprego, de varredor de praças, parte dos dependentes caminhou da Rua Helvetia para o Largo Coração de Jesus, onde ainda há tráfico de drogas, e fumaram pedras de crack antes de trabalhar, nesta quinta-feira, 16.

A reportagem contou oito atendidos pelo programa entre a multidão que ainda permanece ali. Poucos, em relação aos cerca de 300 dependentes que estão no programa. A Operação Braços Abertos consiste em custear o aluguel de quartos para os ex-moradores da minifavela da Cracolândia, fornecer três refeições por dia, dar emprego na varrição de praças (com jornada de quatro horas diárias e salário de 15 reais por dia) e manter acompanhamento médico para eles.

A secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, diz que a Prefeitura está preparada para "ser bombardeada" por críticas ao projeto, mas que a proposta é de longo prazo e é preciso persistência. "É uma construção. É um programa da (secretaria) de Saúde. Todos os outros aspectos, de trabalho e assistência, são complementares", disse. "Teve um grupo que até disse que precisava ir usar a droga, insistia. Não dá para impedir. Mas é importante eles voltarem para o trabalho e se manterem conectados", disse. O prefeito Fernando Haddad esteve lá na manhã desta quinta-feira. Ouviu perguntas dos atendidos. "É só até a Copa? Até quando vai durar?", questionou um deles. Haddad disse que o programa é feito "para dar certo" e não tem prazo de término.
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