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Animais do zoológico se refrescam com picolé no Rio A temperatura ultrapassa os 40 graus Celsius (ºC) na capital fluminense

Agência Brasil

Publicação: 11/01/2014 19:23 Atualização: 11/01/2014 19:25

Não são apenas as pessoas que lotam as praias e mudam de hábitos para driblar o calor neste verão. Com as temperaturas ultrapassando os 40 graus Celsius (ºC) regularmente, os animais do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro têm nova rotina e
ganham alimentação em forma de picolé. A recomendação é dos especialistas, que tentam amenizar o desconforto dos bichos com o calor.

Os picolés de carne são distribuídos para os felinos, como a onça e o leão, e os de frutas tropicais ajudam a refrescar animais como o urso pardo. Zé Colméia, como é chamado o urso do zoológico, faz a alegria da garotada devorando as mangas, uvas e o mamão congelados em seu picolé gigante. A preparação é bastante simples, explica o tratador Diogo Figueiredo: juntar as frutas e a água filtrada em um balde de alumínio e colocar no freezer.

“Quando as temperaturas estão mais amenas, no inverno, a gente consegue até dar pão com mel, mas nesse calor, ele (o urso) devora o picolé”, disse. O tratador lembra que o animal, apreendido de um circo, sofre com problema de estresse e recebe tratamento especial. "Ele fica ansioso, anda de um lado para o outro, mas quando a gente chega, ele nada tranquilo com seu picolé.”

Quem também sofre com o calor no zoológico são os primatas. Três vezes por dia, os tratadores distribuem sorvetes de morango para os macacos, como o orangotango Paulinho, que tenta se proteger como pode do intenso calor carioca. Para esses bichos também foram instalados aspersores que borrifam água nos viveiros e, durante a noite, funcionam ventiladores instalados na entrada das jaulas.

“Tentamos amenizar um pouco”, explicou o tratador de macacos Marcos Bernardino. Alguns sorvetes são distribuídos por ele em embalagens, para ajudar a distrair os bichos. Com as altas temperaturas, os animais tendem a ficar abatidos, na sombra, o que impede o público de vê-los.

No zoológico do Rio, os elefantes também recebem tratamento especial. A fêmea Karla, que geralmente se refresca na
própria piscina, só sai da tenda para banhos de mangueira. “A água da piscina fica muito quente, ela não gosta, embora seja acostumada com clima quente”, disse Diogo. Durante o banho, o tratador aproveita para esguichar sobre público, que também se delicia.

O zoológico fica na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio, tem cerca de 2,7 mil animais de 350 espécies diferentes, entre aves, mamíferos, répteis, peixes e anfíbios. A entrada custa R$ 6 e o horário de funcionamento, de terça-feira a domingo, é de 9h às 16h30.
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