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São Paulo: motorista de ônibus que caiu em ribanceira é indiciado por homicídio culposo No total, 33 pessoas ficaram feridas e 14 morreram no acidente

Agência Brasil

Publicação: 22/12/2013 17:41 Atualização:

O motorista do ônibus que despencou em uma ribanceira na Regis Bittencourt, na madrugada deste domingo, foi ouvido pelo delegado Renato Gonçalves Collete. Ele foi liberado depois de fazer exames toxicológicos para apurar estava alcoolizado ou sob efeito de alguma substância no momento do acidente. De acordo com o delegado, o motorista, cujo nome não foi divulgado, foi indiciado por homicídio culposo.

Segundo o delegado, o motorista declarou que não percebeu nenhum obstáculo na via ou problemas no motor e que iria revesar a direção com outro condutor na próxima parada. O motorista colaborou com a polícia e prestou assistência no local do acidente. O delegado informou ainda que não há indícios de que o ônibus tenha batido ou brecado bruscamente na estrada, o que pode indicar que o motorista cochilou ao volante.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, o veículo da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha partiu de Curitiba para o Rio de Janeiro com 53 passageiros, sendo duas crianças, e o motorista. No total, 33 pessoas ficaram feridas e 14 morreram. Uma delas, a caminho do Hospital Central de Itapecerica da Serra.

Kelly Cristine Guimarães Ferreira, filha da vítima, contou que o marido da mãe, Regina Celia Nogueira Guimarães, 58 anos, sobreviveu e foi quem telefonou à família para avisar do acidente. Porémn, os filhos só souberam que a mãe havia morrido ao chegar ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra. “Ele contou que eles estavam dormindo e que o ônibus caiu na ribanceira e capotou várias vezes. Ele disse também que o resgate demorou 15 minutos para chegar e que eles deram preferência a ela por ela ser cardíaca, mas não adiantou. Achamos tudo muito estranho, mas não podemos afirmar nada”, disse ela.

A psicóloga Elisabete Souza Lima, que prestou depoimento na delegacia de Itapecerica da Serra, relatou que não sentiu freada brusca e que acordou com a sensação de que o veículo havia batido em alguma coisa mole, pois não ouviu barulho. “Em seguida, o ônibus começou a capotar. Tenho muita sorte de estar viva.”

Os corpos das 14 vítimas foram transferidos para o Instituto Médico-Legal (IML) Central, no centro da capital paulista, por determinação do governador Geraldo Alckmin, pois o IML da cidade de Itapecerica da Serra não dispõe do número de vagas necessárias. Quatro hospitais da região prestam atendimento aos feridos.

Para o Hospital Geral de Itapecerica da Serra, foram encaminhadas 12 vítimas, das quais uma é a que morreu enquanto era transportada. Mais duas pessoas já tiveram alta, e o restante permanece em observação. Uma das vítimas está instável desde a manhã.

No Hospital de Pirajuçara, deram entrada seis vítimas e todas continuam internadas. Uma delas, uma mulher cuja idade não foi informada, teve duas paradas cardíacas, foi reanimada e operada. Outra mulher teve o baço amputado e continua em observação.

A Agência Brasil entrou em contato com a Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. A Secretaria de Segurança Pública informou que aguardará o Boletim de Ocorrência ficar pronto para se manifestar.
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