18°/ 27°
Belo Horizonte,
16/ABR/2014
  • (1) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Mãe de Loanne não acredita que padrasto tenha matado a filha Estudante já foi atacada em frente de casa e recebeu carta ameaçadora

Publicação: 19/12/2013 08:07 Atualização: 19/12/2013 07:25

Sandra diz que convivência entre padrasto e enteada era boa: 'Não quero acreditar que seja ele porque cuidava muito bem da minha filha'  (Breno Fortes/CB/D.A Press)
Sandra diz que convivência entre padrasto e enteada era boa: 'Não quero acreditar que seja ele porque cuidava muito bem da minha filha'

Pirenópolis (GO) —
O Irmão de Loanne, Luan Rodrigues da Costa e Silva, 17 anos, e a mãe dela, Sandra Rodrigues da Silva, 37, tentam se recuperar do choque. A hipótese levantada pela polícia, de que Joaquim teria premeditado o assassinato da garota e o próprio homicídio, é vista com receio. “Difícil acreditar porque a convivência com ele era boa. Ele era uma pessoa boa”, lembra Luan. Sandra defende que a relação dos dois era de pai e filha. Ela diz que tem sido duro lidar com as perdas. “Ela era uma pessoa muito doce e meiga. Eu a chamava de minha vida. Nós éramos companheiras. Esta semana mesmo, estava supercarinhosa: me beijou e abraçou”, lembra (leia Depoimento).

Descrita como uma menina alegre e extrovertida por familiares e conhecidos, Loanne Rodrigues não teria desavenças. Os dois ex-namorados, inclusive, tornaram-se colegas dela depois do término do relacionamento, segundo relatos. Em uma rede social, ela tinha 2.590 amigos. Luan conta que a irmã, estudante de enfermagem, saía de casa todos os dias para a Faculdade Unievangélica, em Anápolis (GO). Nos fins de semana, ela frequentava as festas da região.

A rotina aparentemente tranquila de Loanne teve dois episódios marcantes, em dias de festividade do município goiano. O primeiro ocorreu em maio de 2012, época da Festa do Divino. Quando a jovem chegava em casa, por volta das 21h, uma pessoa a agrediu com uma paulada, em frente ao portão. Ela tentou impedir o ataque e quebrou dois dedos. Devido ao ferimento na cabeça, Loanne ficou internada e teve de receber 37 pontos. O padrasto foi quem acordou a mãe e chamou o socorro. A estudante registrou queixa na delegacia, mas disse que não sabia quem era o agressor. O caso nunca foi esclarecido.

Casa onde Loanne morava, em Pirenópolis: no começo de 2012, jovem foi atacada e levou 37 pontos na cabeça  (Breno Fortes/CB/D.A Press)
Casa onde Loanne morava, em Pirenópolis: no começo de 2012, jovem foi atacada e levou 37 pontos na cabeça

Um ano depois, Loanne recebeu um bilhete relembrando a abordagem e com ameaças (leia Trecho da carta). Sandra, Luan e amigos próximos reconhecem os ciúmes e a preocupação que Joaquim tinha com a jovem. O cuidado principal era sempre para que ela não saísse sozinha à noite. Ele a levava e buscava nos lugares, controlava a hora de voltar e a esperava acordado.

Enterro

O sepultamento das duas vítimas ocorreu na manhã de ontem, no cemitério de Pirenópolis. Marcado inicialmente para as 15h, o enterro teve de ser antecipado para o início da manhã devido à aparência dos corpos. Por volta das 8h30, a cerimônia começou com a presença de dezenas de pessoas, entre familiares, amigos e curiosos, que prestaram homenagens, principalmente à estudante. Três coroas de flores grandes, levadas pela turma do 4º período do curso de enfermagem da Unievangélica, foram colocadas em cima da lápide da moça.

Trecho da carta

“Seu dia chegará”
“Estou chegando em Pirenópolis, desta vez é pra ficar. Como você tem sorte de não ter morrido, desta vez o seu padrasto maldito não vai estar por perto. Vou estar sempre perto de você em toda festa. Não vou dar muita dica, sua falsa traidora. Tanto homem solteiro pra você não basta. O inferno te espera. Você nem imagina quem eu sou. Posso te levar pra onde eu quiser. Seu amigo vai levar você até mim. Me aguarde. Seu dia chegará.”


Depoimento

“Estou decepcionada”
“Quero que investiguem para saber se realmente foi ele (Joaquim Lourenço). Estou decepcionada. Minha filha e ele encontrados desse jeito… Minha vida desmoronou. Desde o dia em que ela desapareceu, estou sem comer e sem dormir. Não quero acreditar que seja ele porque cuidava muito bem da minha filha. Tinha ciúmes dela, mas eram ciúmes de pai, ficava preocupado. Às vezes, achava um pouco exagero, mas nunca questionei. E ela gostava dele porque ele a ajudava nos empregos e estudos. Ele não era agressivo nem fazia mal a ela, até porque gostava dela. E, quando a gente gosta, não faz um mal desse.”

Tags:

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Roberto Reis
O padrastro queria ela. Ela não o quis. Ela a explodiu e explodiu junto. Simples assim. Obs: A mãe em casos como esse, nunca sabe de nada, não percebe nada, nunca vê nada e ainda defende o tal. Vamos aguardar pra ver. | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.