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Risco de desabamento suspende perícia em prédio atingido por explosão no DF Moradores e comerciantes do Bloco C da 409 Norte não têm previsão de retorno à rotina no edifício atingido pela explosão. Por ora, eles calculam os prejuízos

Thiago Soares - Correio Braziliense

Camila Costa - Correio Braziliense

Publicação: 17/12/2013 09:56 Atualização:

Agentes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros durante perícia após a explosão causada por vazamento de gás  (Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
Agentes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros durante perícia após a explosão causada por vazamento de gás

Moradores desabrigados em busca de notícias e a preocupação de lojistas vizinhos afetados pela explosão. Esse era o clima em torno do Bloco C da 409 Norte, onde, na manhã de domingo, um vazamento de gás provocou o acidente. A Polícia Civil esteve no local, mas suspendeu a perícia, alegando que os riscos de desabamento aumentaram. A corporação só retomará os trabalhos após a Defesa Civil garantir a segurança da estrutura, o que não tem prazo para acontecer. Luciano Duttra, dono do Frejo Restaurante e Cervejaria, onde ocorreu o acidente, teve acesso ao interior do estabelecimento, acompanhado de peritos e bombeiros, mas não quis falar com a reportagem. Moradores e lojistas organizam para hoje, às 20h, uma assembleia a fim de tratar dos desdobramentos do acidente.

O designer Jhony Buril Cardozo, 26 anos, e a companheira Elisângela Bastos, 21, tinham alugado a quitinete nº 114 havia uma semana. Os dois mobiliavam o novo lar e planejavam a mudança para o endereço nos próximos dias. Agora, eles contabilizam o estragos. “Quase tudo nosso está ali, 70% dos nossos pertences, somente as roupas que não”, contou Jhony. Na manhã do acidente, eles ainda organizavam o restante dos pertences na casa em que moram, em Planaltina. Na ponta do lápis, Jhony e Elisângela já somam R$ 10 mil de prejuízo. “Me pergunto o que poderia acontecer se o fato ocorresse em horário comercial. Seria uma tragédia”, disse o designer. A explosão no Frejo, no térreo do edifício, deixou cerca de 30 famílias desabrigadas e três pessoas feridas sem gravidade. O impacto destruiu construções em um raio de, pelo menos, 30 metros.

Rafael Rodrigues Silveira, 23 anos, mora na quitinete exatamente em cima do restaurante Frejo com o irmão, André Luiz da Silveira, 29 anos. Duas das três pessoas que tiveram ferimentos, eles organizavam a mudança para um novo endereço, mas não tiveram tempo de concluí-la. O mais novo dormia, quando acordou com o estrondo provocado pela explosão, por volta das 7h. Feriu a orelha, machucou o pé durante a correria e ainda teve pequenos cortes ao longo do corpo por causa dos cacos de vidro que voaram com o impacto. André levou três pontos na sobrancelha (veja Depoimento). “Acordamos com o barulho, a janela estourando. Saí correndo até chegar à rua. As pessoas estavam todas assustadas”, lembrou Rafael.
Imagens

No bloco ao lado, as câmeras de segurança de uma loja de materiais de construção registraram o momento do acidente. Com a explosão, produtos, gesso do teto e as portas foram danificadas. “Ainda não temos o prejuízo estimado, mas estamos perdendo um dia de trabalho, o que já é uma perda a mais”, relatou uma das donas do estabelecimento, Jaqueline Moraes, 44 anos, que lamentou a situação dos desabrigados. O problema de Jaqueline se repetiu nas lojas vizinhas, principalmente nas que ficam na lateral do prédio voltada para o Bloco C. O subsolo desses comércios também foi atingido.
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