18°/ 28°
Belo Horizonte,
24/ABR/2014
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Mãe de Joaquim presta depoimento e reforça tese de que o marido matou o menino O depoimento durou mais de três horas e Natália Pontes manteve o que já vinha dizendo

Agência Estado

Publicação: 12/12/2013 20:22 Atualização: 12/12/2013 20:30

Natália Ponte voltou a ser ouvida pela Polícia Civil menos de um dia após deixar a cadeia. Na tarde desta quinta-feira, 12, ela compareceu na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto, onde prestou depoimento por mais de três horas. Era 17h quando ela deixou a delegacia numa viatura e seu pai saiu sozinho de carro pouco depois. Ela confirmou ao delegado que acredita que Guilherme possa ter matado o menino.

A mãe do menino Joaquim, morto no dia 5 do mês passado, novamente não quis falar com a imprensa. Seu advogado, Cássio Alberto Ferreira, diz que sua cliente é a pessoa mais interessada em esclarecer a morte do filho o mais rápido possível. Ele não informou o que foi dito à polícia, apenas que ela manteve o que já vinha falando, inclusive, que acredita que o companheiro possa ter matado o menino.

A psicóloga de 29 anos deixou a cadeia após obter um habeas-corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo. O TJ levou em conta, entre outras coisas, o fato de estar colaborando nas investigações e ter um filho de quatro meses que necessita de seus cuidados.

Após ser solta no final da tarde desta quarta-feira, 11, Natália foi levada para a casa de parentes em local não revelado por medida de segurança. Ela estava presa desde o dia 10 de novembro quando o corpo de Joaquim foi encontrado boiando no rio. Guilherme foi preso na mesma data e, com base no recurso que colocou a psicóloga na rua, ele também pode ganhar a liberdade.

Esta tese é defendida por seu advogado, Antônio Carlos de Oliveira, que encaminhou ao Tribunal de Justiça de São Paulo solicitação para que estenda a Guilherme o benefício concedido à Natália. O pedido foi protocolado na tarde desta quarta, após a Justiça negar um agravo regimental com a mesma finalidade. Para o defensor, a fundamentação para soltar Natália foi genérica. "Então, os mesmos motivos também servem para o meu cliente", argumenta.

Investigação

Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto no dia 5 do mês passado e seu corpo foi localizado no Rio Pardo, em Barretos, cinco dias depois. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a criança, que fazia tratamento contra diabete, tenha sido morta com uma dose excessiva de insulina.

Uma embalagem com 30 unidades do medicamento desapareceu, mas Guilherme Longo alega que injetou a substância nele mesmo durante uma crise de abstinência de cocaína. Nesta quinta, 12, a polícia ouviu o depoimento de um homem que diz ter sido agredido pelo padrasto de Joaquim. Guilherme já havia sido definido como agressivo por sua própria irmã em depoimento na semana passada.
Tags:

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.