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Ruas do Rio acumularam 70 toneladas de lixo após as chuvas

Agência Estado

Publicação: 12/12/2013 11:25 Atualização: 12/12/2013 10:50

Equipe de limpeza trabalha para retirar lixo dos bueiros na região metropolitana do Rio de Janeiro  (AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA )
Equipe de limpeza trabalha para retirar lixo dos bueiros na região metropolitana do Rio de Janeiro

Um dia após o temporal que levou caos à zona norte do Rio, as principais vias da região já não apresentam pontos de alagamento. No entanto, ainda há muito lixo e lama acumulados nas ruas.

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Garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) ainda trabalham na limpeza das ruas e caminhões retiram entulho das calçadas. Balanço divulgado na manhã desta quinta-feira, 12, pela prefeitura informa que 70 toneladas de lixo foram recolhidas pela Comlurb nos bairros da zona norte. Cerca de 2 mil profissionais da companhia de limpeza, das secretarias de Obras e Desenvolvimento social, da Defensa Civil e da Subprefeitura da Zona Norte trabalham na recuperação das áreas atingidas. Segundo a prefeitura, mais de 5 mil agentes comunitários estão envolvidos na força-tarefa. Cem máquinas são usadas para limpeza, desobstrução de galerias e bueiros, desassoreamento e restabelecimento de pontos de iluminação.

 

Moradores que tiveram suas casas invadidas pela água tentam limpar a sujeira e contabilizar os prejuízos. Jéssica Coelho, de 21 anos, desempregada, mora com as duas filhas, de 6 e 2 anos, em um barraco à beira de um rio no Morro do Chaves, em Barros Filho (zona norte). Ela contou que a água começou a invadir sua casa no início da madrugada de quarta-feira, 11. "A água passou da minha cintura, perdi cama, sofá, guarda-roupa, geladeira, TV e mantimentos. A maioria das coisas minha mãe consegue no lixão, porque trabalha com reciclagem, mas o guarda-roupa, que eu ainda estou pagando, já perdi. Agora, não sei como vou fazer para criar minhas filhas. Quero sair daqui, mas não tenho para onde ir. Já é a terceira enchente em que perco tudo", lamentou.

A aposentada Eliana Maria da Conceição, de 70 anos, disse que só conseguiu salvar a TV e a geladeira porque contou com a ajuda de vizinhos que carregaram os equipamentos para casas de conhecidos na parte alta do morro. "Estamos dormindo em uma tábua, porque o colchão está todo molhado", afirmou Eliana, que morra em um barraco de apenas dois cômodos com a filha e três netos.

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