16°/ 26°
Belo Horizonte,
25/ABR/2014
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Discriminação é crime menos notificado, diz pesquisa

Agência Estado

Publicação: 06/12/2013 09:15 Atualização:

A discriminação por raça, gênero e religião é o tipo de crime em que a população menos procura a polícia para registrar queixa. A notificação é de apenas 2,1%, o que significa que 79,9% daqueles que se sentiram agredidos não levaram o caso às autoridades.

A ofensa sexual fica em segundo lugar na porcentagem de crimes com mais subnotificação. Segundo dados da pesquisa de vitimização divulgada nesta quinta-feira, 5, apenas 7,5% procuraram a polícia. Apesar disso, números divulgados em novembro pelo Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, em 2012, o Brasil registrou 50.617 casos de estupro.

No outro extremo estão os registros feitos para roubos de carros onde 90% das vítimas fazem registros policiais. “Uma das hipóteses é de que as pessoas que foram discriminadas ou sexualmente ofendidas não encaram a ação como crime. A baixa confiança na polícia também é um desestimulo ao pedido de ajuda” diz o sociólogo Claudio Beato, coordenador da pesquisa de vitimização.

Para Frei David Raimundo dos Santos, da ONG Educafro, o descaso da polícia militar e civil com o negro acaba servindo como desestímulo. “Grande parte acha que não vale a pena reclamar, porque o sistema é institucionalmente contaminado pelo descaso e acaba gerando o racismo”, diz.

Notificação


As taxas de notificação são mais altas nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Em Brasília, primeiro do ranking, 33,3% dos habitantes comunicaram as ocorrências. Roraima (31,3%) e Rondônia (31,2%) vêm logo em seguida. As taxas mais baixas de registros policiais ficam no Nordeste. Na Paraíba, somente 11% das vítimas procuraram as autoridades, seguida pela Bahia (13 7%), Rio Grande do Norte (14,2%) e Pernambuco (14,6%). São Paulo fica em nível intermediário, com 21,8% dos registros. As pessoas de classe alta (22,9%) e de nível superior (24,2%) foram as que mais procuraram a polícia.
Tags:

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.