
O decreto que transforma a festa em patrimônio imaterial será assinado amanhã e publicado no Diário Oficial do DF na próxima segunda. O evento é segunda maior celebração da igreja católica da região, envolve milhares de moradores e só perde para a Via Sacra, encenada no Morro da Capelinha.
Durante nove dias, um grupo de fiéis montados em cavalos percorre as fazendas da região, movimentação conhecida como giro, rezam e cantam em louvor ao Divino Espírito Santo, enquanto os templos da cidade realizam missas em comemoração. Neste sábado, ocorreu o ponto alto da festa, o Encontro das Bandeiras, quando os fiéis de todas as paróquias se encontram na praça da Matriz para rezarem, cantarem e oferecerem donativos arrecadados durante a semana.
A Festa do Divino Espírito Santo é realizada sete semanas depois do Domingo de Páscoa, no dia de Pentecostes, para comemorar a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos. "Estamos aqui para celebrar a vida e o Espírito Santo, que cuida de nós. A cada ano mais pessoas se mobilizam para participar da Festa do Divino", contou Diva Azevedo, moradora de Planaltina há 52 anos.
Segundo ela, toda a cidade se mobiliza para o evento e a decisão de tornar a festa Patrimônio Imaterial "é uma emoção sem tamanho". "As pessoas precisam ter fé, independente de religião. E é isso que nossa festa faz todos os anos. Valoriza a crença em Deus e o cristianismo", completou.
