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Para governador do Rio, ocupação das comunidades representa "renascimento de uma região" Secretário de Segurança do estado destacou a tranquilidade com que a ação ocorreu. Polícia cumpre mais de 20 mandados de prisão e busca e apreensão nas comunidades

Estado de Minas

Publicação: 03/03/2013 13:26 Atualização: 03/03/2013 13:44

As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas hoje, às 10h20, na quadra do Conjunto Esperança do Parque Alegria, área do Caju (Tânia Rêgo/ABr)
As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas hoje, às 10h20, na quadra do Conjunto Esperança do Parque Alegria, área do Caju


Após a operação que ocupou o Complexo do Caju, na Zona Portuária, e a comunidade Barreira do Vasco, no Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo, o governador do estado, Sérgio Cabral, concedeu uma entrevista coletiva no Quartel-General da Polícia Militar da cidade e falou sobre a importância da ação. Para Cabral, a reconquista representa "o renascimento de uma região e liberta as comunidades do poder paralelo".



Minutos antes da ocupação, na entrada do Caju, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, fez um discurso de incentivo aos policiais. "Esta é uma área a menos em que vamos ter de fazer guerra, e em que vamos poder fazer cada vez mais um trabalho policial inteligente, mais legítimo", afirmou. Durante a coletiva no fim da manhã, além de ressaltar a tranquilidade com a qual a ação aconteceu – as áreas foram ocupadas em cerca de 25 minutos e sem que um tiro fosse disparado – ele disse que ainda é cedo para comemorar. Segundo ele, não há vitórias, mas conquistas diárias, e agora as autoridades vão buscar o equilíbrio para a população destas áreas.

Segundo o delegado Maurício Luciano, da titular da 17ª Delegacia de Polícia do Rio, em São Cristóvão, que coordena as ações, estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão nas duas comunidades cariocas. Até o momento, sete pessoas foram presas, sendo cinco em cumprimentos de mandados e duas por porte de drogas para consumo próprio. Um adolescente também foi apreendido com drogas no Complexo do Caju, mas foi liberado com a presença dos pais. Também foram apreendidas drogas, como maconha e lança-perfume, rádios comunicadores e armas de fogo. O material ainda não foi contabilizado. Ainda de acordo com o delegado, as ações vão seguir ao longo deste domingo.

Cerca de 1,4 mil policiais entraram nas duas favelas por volta das 5h de domingo ( AFP PHOTO/Christophe Simon)
Cerca de 1,4 mil policiais entraram nas duas favelas por volta das 5h de domingo


Megaoperação

As favelas ficam entre duas das principais vias de acesso à cidade: a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. Com o apoio de blindados da Marinha, da Polícia Militar e de helicópteros, um efetivo de 1.400 policiais militares, civis, fuzileiros navais e policiais rodoviários federais entraram por volta das 5h nas comunidades.

A ação foi pacífica, sem resistência de criminosos, e durou aproximadamente 25 minutos. Já nas primeiras horas da manhã, os moradores começaram a circular pelas ruas e o comércio abriu normalmente. Porém, as pessoas ainda evitam falar com a imprensa, com medo de represálias dos traficantes que dominavam o local.

O assessor de relações públicas do Batalhão de Choque, capitão Alexandre Lima Ramos, considerou a operação bem-sucedida. “Chegamos de madrugada e o ambiente que encontramos foi bem tranquilo. Mas estamos sempre preparados para enfrentar situações de perigo e o objetivo é minimizar o risco para a população que aqui reside”.
As duas comunidades fazem parte do complexo de favelas da Maré, que será ocupado dentro dos próximos meses. A Maré é dominada por duas facções criminosas e por um grupo de milícia, localizada  das vias de acesso entre o centro do Rio e o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. A ocupação faz parte do plano do governo de pacificar todas as favelas no entorno dos locais onde ocorrerao jogos da Copa de 2014 e competições das Olimpíadas de 2016.

As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas hoje, às 10h20, na quadra do Conjunto Esperança do Parque Alegria, área do Caju, marcando assim o domínio das forças de segurança no conjunto de favelas.


Com agências

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