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Polícia ocupa favelas do Caju e Barreira do Vasco, no Rio de Janeiro Megaoperação teve início às 5h deste domingo e conta com o apoio de mais de 1,3 mil policiais

Estado de Minas

Publicação: 03/03/2013 07:09 Atualização: 03/03/2013 10:46

A polícia do Rio de Janeiro ocupou, na manhã deste domingo, o Complexo do Caju, na Zona Portuária, e a comunidade Barreira do Vasco. A operação para a implantar a 31ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) teve início às 5h e conta com o apoio de mais de 1.300 homens do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Batalhão de Choque (BPChq), Batalhão de Ações com Cães (BAC) e Grupamento Aeromóvel (GAM). Blindados da Marinha dão apoio tático à ocupação.  Toda a ação teria durado 25 minutos e nenhum tiro foi disparado.

De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, 200 agentes da Polícia Civil permanecerão comunidade Barreira do Vasco por, pelo menos, três dias. Homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Esquadrão Antibombas, Canil, Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) farão parte da operação na comunidade. O ônibus do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP) ficará próximo às comunidades para facilitar a identificação de possíveis criminosos. O Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha brasileira apoia as ações com 17 blindados e um efetivo total de 200 militares.

Segundo a polícia, o Complexo do Caju é cortado por duas das mais importantes vias expressas do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, e a retomada do território é importante a população. Conforme o Instituto Pereira Passos, com base no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 20.212 mil pessoas vivem no Complexo do Caju e serão beneficiadas diretamente com a implantação da 31ª UPP. Agentes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal também apoiam a operação com foco nas ações de inteligência.

A operação faz parte da estratégia iniciada em 2008 pelas autoridades para melhorar a segurança do Rio, visando os eventos internacionais que receberá, como o Mundial de futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. As autoridades pediram a colaboração dos moradores para denunciar criminosos, esconderijos e locais onde possam ter sido guardadas armas, drogas ou objetos roubados, e informaram que os habitantes da região devem circular munido de documento de identificação. Desde sábado, patrulhas da polícia se postaram em diferentes acessos às favelas para inspecionar carros e frustrar a fuga de traficantes.

Avançando para a Maré

A ocupação do Caju é um primeiro passo para ocupar o violento Complexo da Maré, controlado por bandos rivais do narcotráfico - Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando - e por una milícia parapolicial. Este complexo é formado por 15 favelas com 75.000 habitantes, e também se encontra perto das principais rodovias.

"A proximidade com o aeroporto faz com que seja inevitável que o governo ocupe essa região. A ideia é proteger as principais vias que deve levar à pacificação da Maré", afirmou à AFP Ignacio Cano, professor do Laboratório da Violência da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ).

Depois da ocupação, as autoridades iniciarão o processo para a instalação no Caju de uma UPP, com policiais treinados especialmente para conviver com os habitantes da comunidade, tal como aconteceu em várias outras favelas depois de sua reconquista.

Antecipando a ocupação da Maré, as ONGs Anistia Internacional, Redes da Maré e o Observatório de Favelas lançaram uma campanha cidadã chamada "Somos da Maré e temos direitos" para "prevenir os abusos" da polícia. Até agora, as autoridades instalaram 30 UPP com mais de 8.000 efetivos, que dizem proteger mais de um milhão de pessoas do total de dois milhões que vivem em favelas. Para 2014, a meta das autoridades é ter 40 UPP nas favelas do Rio.

A violência diminuiu no Rio desde o início da operação de reconquista de favelas. No primeiro semestre de 2012, a taxa de homicídios caiu a 10,9 para cada 100.000 habitantes (contra 36,2 três anos antes), de acordo com o estudo Mapa da Violência 2012 divulgado em dezembro.

(Com agências)
Tags: celular

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: SERGIO DOURADO
Acho engraçado q a polícia ocupa os morros do RJ,mas n o Estado,c serviços públicos....até coleta de lixo,falta!A violência n está só nas armas,está no descaso do Estado c os mais pobres e isso é feito há séculos no Brasil e ainda está mais forte q nunca,pois o país cresce,mas os problemas tbm!!! | Denuncie |

Autor: Rodrigo Aleixo
O Rio vai dando exemplo e nós aqui só olhando a violência tomando conta de nosso estado. Até bandido de Santa Catarina tá invadindo BH. | Denuncie |

Autor: Wanessa AR
É que nem deixar a dispensa ser infestada de ratos e depois procurar sanar porque vai ter visitas. O saneamento nao deveria ser só por causa de Brasil 2014. Queira Deus que eu esteja errada... | Denuncie |

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