Continuam hoje no Recife, as vistorias nas casas noturnas que funcionam na cidade. A a operação conjunta realizada pela prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros tem o objetivo de verificar se os estabelecimentos estão preparados para garantir a segurança de seus frequentadores em caso de incêndio evitando tragédias como a que aconteceu recentemente na boate Kissm na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, matando 236 pessoas.
No primeiro dia de vistoria, realizado ontem, todas as sete casas vistoriadas apresentaram irregularidades. A situação mais grave foi encontrada no Roof Tebas, em Santo Antônio. Considerada uma das baladas do momento entre o público alternativo, o espaço, que funciona na cobertura do Edifício Tebas, não tem saída de emergência adequada. Só há um elevador, bastante antigo, e uma escada menor que o necessário. O local foi um dos três interditados na cidade. Os outros dois, Iguana Café e Studio 363, ambos em Boa Viagem, não apresentavam alvará de funcionamento nem plano de saída emergenciais adequados à capacidade.
“O Roof Tebas não tem a mínima condição de funcionar. O prédio, com mais de 50 anos, precisa de manutenção em vários locais. Colocar 500 ou até mil pessoas num espaço desse é uma temeridade. Em caso de incêndio, eles ficariam presos”, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros, Carlos Eduardo Casa Nova. Segundo ele, deveria haver dois elevadores, sendo um para emergências. Duas escadarias seriam necessárias, ambas com material antecâmara (retenção de fumaça). O prédio histórico, no entanto, não tem nem espaço físico para tais adequações. Apesar disso, o proprietário Tarcíso Lima garantiu que vai procurar cumprir as exigências para reabrí-lo. “O Tebas presta serviço à memória do Recife e à sociedade. Não vamos desistir desse projeto”, afirmou.
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