
Também foram mortas a funcionária pública Maria Gracilene Belota, 59 anos, e a filha dela Gabriela Belota, de 26 anos. Elas eram, respectivamente, tia e prima do acusado de arquitetar o crime.
Segundo a Polícia Civil, Jimmy Robert nega os crimes, mas os relatos dos outros dois suspeitos são parecidos e ambos apontam o jovem como mandante. Segundo o delegado Divanilson Cavalcanti, um dos suspeitos, identificado como Rodrigo, é namorado de Jimmy e disse, em depoimento, que o crime foi motivado pelo recebimento de uma herança. "Essa herança precisa ser entendida melhor. Quem ficaria no apartamento da tia? O que o Jimmy ganharia com a morte do pai? Essas coisas ainda precisam ser investigadas", afirma.
O outro suspeito foi identificado como Bruno. Ele é conhecido dos outros dois e teria sido contratado para ajudar no crime. Segundo a Polícia Civil, imagens das câmeras de segurança do prédio onde mãe e filha moravam serão analisadas. No local também foi encontrado um estilete.
O crime
De acordo com o delegado, o trio se dirigiu primeiro ao apartamento da funcionária pública, no bairro Raiz, na Zona Sul da cidade. Eles tiveram facilidade para entrar porque Jimmy tinha as chaves de casa. Gabriela foi asfixiada e Maria Gracilene morreu após ser perfurada por objeto cortante. Os corpos de mãe e filha foram encontrados na manhã de ontem pela empregada que chegou ao local para trabalhar. Ela chamou os vizinhos e, em seguida, acionaram a polícia. Gabriela Belota era aluna do 9º período de odontologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A instituição emitiu uma nota lamentando o ocorrido.
Depois de matar as duas mulheres, o trio foi até a casa de Roberval, no bairro São Raimundo, na Zona Oeste, onde cometeram o assassinato também com uso de objeto cortante. Segundo o delegado, Jimmy sabia dos horários do pai, o que facilitou o crime. "Ele sabia a hora que ele chegava e que ele assistia a um programa de esporte antes de dormir", destaca.
