O Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) anunciou nesta terça-feira (22), na capital paulista, que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) admitiu oficialmente o caso do jornalista Vladimir Herzog, assassinado durante a ditadura. O caso foi apresentado à comissão da OEA em 2009 pelo Cejil, pela Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FIDDH), pelo Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e pelo Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo.
De acordo com a diretora do Cejil, Viviana Krsticevic, a aceitação do caso pela OEA significa que a visibilidade do caso permite que ele seja analisado e exibido nos méritos da CIDH e estabelece que não há mais empecilhos formais para estudar e decidir a responsabilidade do estado sobre a morte e tortura do jornalista, além de rejeitar as argumentações feitas pelo governo tentando obstruir a investigação.
“Esperamos que a comissão da OEA faça um relatório do mérito do caso e estabeleça que o estado brasileiro tem a obrigação de aprofundar a busca da justiça e a verdade judiciária sobre o caso Vladimir Herzog. A OEA determinou que deve haver punição e que a interpretação da Lei da Anistia atual pelo Judiciário brasileiro tem que mudar para permitir que sejam feitas investigações no âmbito criminal para estabelecer as responsabilidades pelas torturas, pelos desaparecimentos forçados e assassinatos cometidos na ditadura”.
O filho do jornalista Vladimir Herzog, Ivo Herzog, disse que a existência de um processo internacional mostra que é possível fazer justiça, pois a família do jornalista assassinado quer saber quem são os responsáveis pela morte de Herzog. “Se os responsáveis não podem ser presos porque já estão velhos, isso não impede que a sociedade saiba quem foram essas pessoas e façam uma condenação moral”, disse. Ivo ressaltou que a demora para que o estado admita sua culpa é uma tortura psicológica, mas que o trabalho que a comissão da OEA tem feito é exemplar.
Ivo disse que há possibilidades de que o novo atestado de óbito de seu pai seja entregue à família na próxima sexta-feira (25). A autorização para a expedição de um novo atestado com a causa real da morte do jornalista foi autorizada pela Justiça.
Esta matéria tem: (4) comentários
Autor: SERGIO DOURADO
O Brasil é signatário do pacto de San José da Costa Rica,da própria OEA,onde se condena a tortura e outros tratados onde a tortura é imprescritível.Ora,está na Const. q o Brasil irá respeitar as decisões de corte internacional a q tenha aderido.A Corte de Haia condena a corrupção!E o Brasil,faz o q?? | Denuncie |
Autor: SERGIO DOURADO
Essa lei de anistia é um golpe na própria democracia,já q se ela existe,é pq crimes como os q aconteceram,podem se repetir e os responsáveis n serão culpados!Se o Brasil é signatário de convenções internacionais q condenam a tortura,como está na Const. do próprio Brasil,então p q ele n as obedece? | Denuncie |
Autor: João Renato Melo
QUALÉ ...QUANTAS FEZES JÁ FUI ROUBADO PELO GOVERNO, SÓ PORQUE SOU HONESTO E NÃO APAREÇO NA TV NÃO TENHO DIREITOS. AGUARDO A DOIS ANOS UM PROCESSO QUE NÃO É JULGADO PELA PORRA DE UM JUIZ !!! | Denuncie |
Autor: João Renato Melo
ha.ha.ha....AQUI NO BRASIL???? NÃO TEM PROMOTOR E NEM DESEMBARGADOR PARA RESOLVER ISTO!! É TUDO COME E DORME !!! | Denuncie |