Se quem não foi agraciado pela natureza com um belo rosto precisa cortar dobrado para conquistar alguém, o desafio se repete na hora de arranjar um emprego. Esse é o fio condutor do episódio desta semana da série "Tabu", que irá ser transmitido nesta quarta-feira.
Não é a primeira vez que a feiura é tema de discussão. Uma pesquisa intitulada Beauty and the Labour Market (Beleza e Mercado de Trabalho) divulgada pela American Economic Review, estima que as pessoas mais feias têm salário de 5% a 10% menor e se casam com quem tem menos dinheiro do que elas. Os belos têm mais chances de desenvolver habilidades de comunicação e autoestima porque recebem mais atenção desde a infância.
A série
No próximo programa, especialistas falam como a beleza influencia no ganha-pão. "Se eu sou feio, preciso me desenvolver mais no que sou bom, trabalhar mais", explica Daniel Hamermesh, doutor em economia pela Universidade de Yale, um dos convidados da atração, que intercala depoimentos de quem já passou por situações complicadas por não ser bonito. "Tem gente que passa por cirurgias estéticas para tentar conseguir um emprego. Mas esses procedimentos não fazem muita diferença. Talvez você se sinta melhor, mas é só isso", avalia.
O programa mostrará ainda histórias de pessoas que não se encaixam no padrão de beleza e que ganham dinheiro, como os contratados da agência inglesa Ugly, que usa modelos com rostos feios em comerciais. Um dos modelos da empresa afirma que fatura alto, porém, costuma mentir sobre o trabalho, pois as pessoas com quem conversa não acreditam que ele trabalha posando para fotos.
Ao analisar as situações mostradas na série, Daniel Hamermesh diz que toma cuidado para não ofender os participantes. "Eu não digo que a pessoa não é bonita. As pessoas sabem que não são (...) "O programa não vai revolucionar o comportamento humano, mas acho que ajuda."
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