
Os religiosos são contra a reformulação do artigo 124 do Código Penal, que permitirá a interrupção da gravidez até 12 semanas de gestação, caso um médico ou psicólogo avalie que ela não tem condições “para arcar com a maternidade”. A mudança também garante às mulheres que possam interromper uma gestação até os dois meses de um anencéfalo ou de um feto que tenha graves e incuráveis anomalias para viver.
Segundo Iraponan Arruda, coordenador do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, a Marcha em Defesa da Vida reuniu evangélicos, espíritas, católicos, marçons e umbandistas. “A Marcha já ocorreu em Brasília, Manaus, Goiana, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro. O evento de hoje foi menor e mais direcionado aos líderes do Movimento Pró-Vida. Serviu como uma preparação para a Marcha Sim à Vida, que iremos realizar no dia 21, com cinco trios elétricos e 80 mil pessoas”, conta ele.
O movimento está colhendo assinaturas para um documento que será entregue ao senador Armando Monteiro, pernambucano que integra a comissão que está analisando a reforma do Código Penal. “A maior parte do povo pernambucano é contra o aborto. E queremos mostrar isso ao senador”, diz Arruda.
