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Polícia acredita que vingança motivou assassinato de cabo Bruno

Edson Luiz

Publicação: 28/09/2012 07:47 Atualização:

Brasília – A polícia trabalha com a hipótese de que o ex-soldado da PM militar Florisvaldo de Oliveira, o Cabo Bruno, tenha sido executado por vingança. Ele levou vários tiros na noite de quarta-feira, em Pindamonhangaba (SP). Há pouco mais de um mês, ele havia deixado a prisão, onde cumpriu 27 anos de pena pela morte de mais de 50 pessoas, principalmente jovens de periferia quando liderava um esquadrão da morte que atuou na capital paulista na década de 1980.

Cabo Bruno foi condenado a 120 anos de prisão, mas por causa do bom comportamento e do trabalho na cadeia, conseguiu o benefício de redução da pena. Em 23 de agosto, deixou a Penitenciária de Tremembé, onde passou os últimos 10 anos e saiu como pastor evangélico.

O crime aconteceu quando ele e familiares estacionaram na porta de casa, depois de participar de um culto evangélico em Aparecida. Dois homens usando pistolas .45 e 765 deram cerca de 20 tiros na cabeça e na barriga do ex-PM.. Os criminosos nada roubaram, o que levou a polícia a trabalhar com a hipótese de execução, apesar de parentes afirmarem que ele não foi ameaçado por ninguém desde que deixou a cadeia. Os matadores estavam a pé, cada um de um lado da rua, mas havia um carro perto. As testemunhas disseram que não têm condições de reconhecer os assassinos.

Ontem, a Polícia Civil ouviu a primeira testemunha do caso, o genro de Cabo Bruno, um metalúrgico que não teve o nome divulgado. Era ele quem dirigia o carro da família no momento do assassinato. Ninguém viu os dois homens se aproximarem no Bairro Quadra Coberta, onde o ex-PM morava. No local foram recolhidas pelo menos 18 cápsulas de balas. “Estamos trabalhando com a hipótese de execução”, disse o delegado Vicente Lagioto. Ele disse que Cabo Bruno tinha vários inimigos da época em que integrava o esquadrão da morte em São Paulo.

Casado com a pastora e cantora evangélica Dayse França, Cabo Bruno foi preso pela primeira vez em 1983, quando foi para o Presídio do Barro Branco, em São Paulo, destinado a policiais militares. Fugiu no ano seguinte e só mudou de vida em 1991, quando começou a se dedicar à religião. Em 2009, ele pediu a progressão de pena. Em agosto deste ano, deixou a prisão pela primeira vez, beneficiado pelo saidão do Dia dos Pais. Na cadeia, Cabo Bruno cuidava da horta e, nas horas vagas, dedicava seu tempo à pintura de quadros. O corpo será enterrado hoje, em Catanduva (SP).
Tags: celular

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Ricardo gonçalves de souza
Nossa se não falasse ninguem iria saber dessa conclusão!!Ate o mais bobo dos bobo!!Tem um ditado que diz:Quem bate esquece quem apanha lembra!Ai esta a conclusão do crime! | Denuncie |

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