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Estado de Minas

Equipes procuram 22 desaparecidos no Rio; quatro mortes já foram confirmadas

De acordo com os bombeiros, após 24 horas do acidente a chance de encontrar sobreviventes tem queda significativa


postado em 26/01/2012 18:36 / atualizado em 26/01/2012 20:03



Equipes de resgate procuram 19 pessoas que estão desaparecidas após o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira. Dos cinco feridos que foram encaminhados ao Hospital Souza Aguiar,  dois receberam alta, dois permanecem internados e uma mulher foi transferida para um hospital particular.

Três corpos resgatados já foram identificados. São eles Celso Renato Braga Cabral, de 44 anos, Cornélio Ribeiro Lopes, de 73 e Moiséis Moraes da Silva. No entanto, a Polícia Civil ainda não confirma a identificação de Moisés, que estava desaperecido.

Alguns locais próximos à área atingida foram isolados para facilitar o trabalho das autoridades. Desde a manhã desta quinta-feira, foram interditados trechos da Avenida Treze de Maio, Avenida Almirante Barroso entre Avenida Rio Branco e Senador Dantas. A Rua Senador Dantas vai funcionar com mão invertida entre as avenidas Almirante Barroso e Evaristo da Veiga. Nesta tarde permaneciam impedidas somente as avenidas 13 de Maio e a Manoel Carvalho.O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pediu que a população colaboresse com as buscas, evitando a região central da cidade. Ele destacou que o mais importante é o trabalho de resgatar vidas.
 
Vítimas
 
Parentes de uma pessoa que estava em um dos prédios informaram que o homem, identificado como Fábio, entrou em contato com sua noiva quando estava sob os escombros, mas a ligação foi cortada e o jovem ainda não foi localizado. Um posto de informações e apoio aos familares foi montado na Câmara Municipal.

Mais de 40 agentes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Saúde estão na região. Eles contam com o suporte de quatro ambulâncias para remoção das vítimas. Cerca de 200 homens da CET-Rio e da Guarda Municipal estão nas ruas orientando o trânsito no entorno do desmoronamento. A CET-Rio também posicionou dez reboques na região e dez painéis em diferentes pontos da cidade. A Rioluz dá apoio com 20 homens, três caminhões do tipo cesto, geradores, equipamentos de segurança e iluminação. A Seconserva atua com 30 homens, dez caminhões e duas escavadeiras. Há ainda no local dez caminhões e duas pás mecânicas, três escavadeiras hidráulicas, um guindaste de cem toneladas, duas tesouras mecânicas e um rompedor pneumático.

De acordo com os bombeiros, após 24 horas do acidente, existe uma redução significativa na chance de sobrevivência, por isso as autoridades estão lutando contra o tempo para tentar encontrar mais vítimas. Na noite desta quinta-feira, o prefeito do Rio participará de uma coletiva de imprensa para explicar a atrual situação.

Os desabamentos ocorreram na quarta-feira à noite e envolveram três prédios antigos da região central. Os edifícios tinham 20, 10 e quatro andares. Mais de 40 agentes da Defesa Civil e Secretaria Municipal de Saúde estão na região. A suspeita mais provável é de colapso nas estruturas dos prédios, devido a falhas em projeções de obras que estavam sendo feitas em um dos prédios. A possibilidade de vazamento de gás nos edifícios foi descartada. O trabalho é dificultado pela poeira e a sujeira na região.


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