Publicidade

Estado de Minas

Após mortes, Irma teima na escuridão

Passagem do furacão deixa milhares de famílias desabrigadas. Na Flórida, mais de 4 milhões de construções ficaram sem luz


postado em 12/09/2017 06:00 / atualizado em 12/09/2017 07:52

Hóspedes de hotel em Fort Lauderdale foram servidos à luz de lanterna, enquanto permanece o temor de queda de árvores, bloqueio de estradas e saques a supermercados(foto: Somodevilla/Getty Images/AFP)
Hóspedes de hotel em Fort Lauderdale foram servidos à luz de lanterna, enquanto permanece o temor de queda de árvores, bloqueio de estradas e saques a supermercados (foto: Somodevilla/Getty Images/AFP)

Miami-Nova Orleans –  Os 6 milhões de habitantes da Flórida que tiveram de deixar suas casas em direção a outros estados por onde o furacão Irma não passaria, planejam a volta para casa nesta terça-feira (12), mas sem interferência das autoridades daquele estado.

O Irma se transformou numa tempestade tropical, mas isso ainda é um problema, pois os ventos de 100 quilômetros por hora, são capazes de derrubar árvores, bloquear estradas e provocam acidentes.

Outro grande problema são os saques em supermercados e lojas, já que algumas cidades estão interditadas e os moradores ainda não podem retornar. O balanço de ontem do poderoso furacão indicava 44 mortos, dos quais 38 no Caribe e seis nos Estados Unidos (EUA).


Mais de 4,5 milhões de residências e centros comerciais na Flórida ficaram sem energia elétrica, e segundo autoridades locais, deve levar semanas para que a eletricidade volte a ser fornecida. Passou de 100 mil o número de pessoas sem luz na Georgia.

O centro da tempestade Irma estava a 170km ao Norte de Tampa, com ventos de 110km por hora. O Irma, que atingiu a Flórida no domingo, foi rebaixado à categoria 4 pelo Centro Nacional de Furacões do país, depois de ter devastado ilhas do Caribe, Cuba e Porto Rico, com intensidade de categoria 5.


Na Flórida, derrubou ao menos três construções, duas no centro de Miami e outra em Fort Lauderdale. Em Sunny Isles, próximo a Miami, não houve alagamentos, mas a prefeitura ainda não autorizou a volta de nenhum morador.

A entrada e saída da cidade ainda estão proibidas, porque ainda há muita areia na avenida Collins, que corta a cidade, e algumas árvores e palmeiras caídas. As escolas ainda estão com as aulas suspensas, e, provavelmente, vão continuar assim até segunda-feira que vem.

Os moradores da Flórida, que foram para o centro do país e para o Norte, temem pegar a tempestade tropical pelo caminho. Outra grande dificuldade é saber se encontrarão gasolina, já que o abastecimento nos postos ficou suspenso por causa do furacão. É uma indefinição muito grande, em virtude da falta de informação. Todos querem voltar para suas casas o mais rapidamente possível, para avaliar os danos e os gastos que terão.

Os mais prejudicados foram os moradores de casas, pois muitas foram danificadas, tiveram os telhados arrancados e estão alagadas. Famílias perderam móveis e tudo o mais. Os prédios, a maioria preparados para receber furacões, não foram danificados, exceto um ou outro que teve infiltração ou cujos vidros foram arrancados.

A expectativa das autoridades é de que o governo terá de liberar recursos da ordem de US$ 180 bilhões, somente para o estado da Flórida. Existe um mecanismo do governo americano que permite a liberação imediata de verbas para a reconstrução de cidades abaladas por furacões ou outros fenômenos da natureza.

Normalmente, os furacões surgem de agosto a novembro. Alguns se dissipam no mar e chegam como tempestades tropicais. Outros, continuam seu percurso, mas com intensidade menor que o Irma.


A despeito dos danos, os moradores da Flórida deram graças a Deus de o Irma ter perdido força, tão logo tocou o solo, chegando em Tampa e Orlando na categoria 2, que é muito forte, porém, menos letal.

É provável que as autoridades enviem mensagens, pedindo aos moradores para retornarem de forma gradativa, evitando engarrafamentos, como os vistos durante a fuga do Irma.


Funcionários da Geórgia dizem que pelo menos uma pessoa foi morta devido à passagem da tempestade tropical Irma no estado. A porta-voz da Agência de Gerenciamento de Emergência da Geórgia, Catherine Howden, disse ontem que uma morte relacionada à tempestade foi confirmada em Worth County, a cerca de 270km ao Sul de Atlanta. Detalhes sobre o caso não foram fornecidos.


Haiti arrasado


Um homem morreu e outro foi declarado desaparecido no Haiti devido às inundações provocadas pela passagem do furacão Irma, segundo o último boletim oficial, publicado ontem pelas autoridades locais.

Um homem idoso que tentava atravessar as águas durante a cheia de um rio na cidade de Mirebalais (centro do país) foi arrastado pela corrente no sábado, e as quatro pessoas que estavam com ele sobreviveram.


Cerca de 5 mil casas foram inundadas e 8 mil famílias declaradas em situação catastrófica pelas autoridades do país, que disseram que as moradias dessas pessoas ficaram muito danificadas ou completamente destruídas. Em Cuba, os registros de ontem eram de 10 mortos. (Com agências)

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade