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Estado de Minas

México se recupera de terremoto que deixou 65 mortos enquanto Katia faz duas vítimas


postado em 09/09/2017 17:40

O sul do México buscava neste sábado se recompor após o devastador terremoto de 8,2 graus que deixou 65 mortos e mais de 200 feridos, enquanto o Estado de Veracruz (leste) registrava dois óbitos com a passagem da tormenta Katia, que se dissipa no centro do país.

O terremoto matou 65 pessoas: 46 no Estado de Oaxaca, 15 em Chiapas e quatro em Tabasco.

Em Juchitán, no centro do Estado de Oaxaca e a zona mais devastada pelo terremoto, com 37 mortos e numerosas construções destruídas, os socorristas concluíam os trabalhos com a utilização de máquinas pesadas para remover os escombros, quando já se percebe o odor dos corpos, em meio a forte umidade e ao calor na região.

"Já não há mais gente (com vida) sob os escombros. A maioria foi resgatada quase imediatamente por familiares e vizinhos", disse à imprensa Roberto Alonso, coordenador dos "Topos", força integrada por especialistas em resgates após terremotos.

O último corpo encontrado foi o de um policial que estava sob os escombros do Palácio Municipal, uma construção de estilo colonial destruída pelo terremoto.

Na madrugada, um morador solitário se aventurou em meio aos destroços do que foi uma majestosa construção colonial para resgatar uma bandeira mexicana e agitá-la, uma imagem registrada em vídeo, que viralizou nas redes sociais.

Muitas casas, escolas e o mercado estavam parcialmente destruídos, outros prédios expunham suas entranhas, com tapumes, vigas metálicas dobradas e vidros quebrados.

A população passou a noite nas ruas temendo abalos secundários, mas ao amanhecer a chuva fez com que as pessoas voltassem para suas casas.

Juchitán é uma cidade de 100 mil habitantes, cuja maioria da população pertence à etnia zapoteca.

O Serviço Sismológico mexicano já registrou 721 tremores secundários após o terremoto principal, incluindo um de 6,1 graus, que de madrugada despertou milhões de mexicanos no sul, leste e centro do país.

As autoridades advertiram para a possibilidade de uma réplica superior a 7 graus nas 24 horas posteriores ao sismo, o que apressa os trabalhos de resgate nas zonas afetadas.

Teme-se, ainda, que o número de vítimas aumente.

O terremoto principal ocorreu às 23H49 local de quinta-feira (01H49 Brasília de sexta) na região de Tonalá (Chiapas), no Pacífico, a cerca de 100 km da costa.

O abalo foi percebido claramente na Cidade do México, devastada em 19 de setembro de 1985 por um terremoto de 8,1 graus que matou mais de 10 mil pessoas.

As autoridades destacaram que desta vez a distância do epicentro para a capital foi de 700 km, contra 400 km na tragédia de 1985.

- Katia deixa 2 mortos -

Na costa do estado mexicano de Veracruz, no Golfo do México, o furacão Katia tocou a terra na noite de sexta-feira, perdendo força e passando à categoria 1 na escala Saffir-Simpson (até 5), antes de ser rebaixado novamente à categoria de tempestade tropical.

Duas pessoas morreram na passagem da tempestade por Xalapa, capital de Veracruz, em deslizamentos de terra, informou a Defesa Civil Federal.

Katia tocou a terra no norte de Tecolutla, México, com ventos firmes de 120 km/h, informou um boletim das 03H00 GMT (24H00 Brasília) do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

O fenômeno perdeu força durante a madrugada, depois de atingir a costa leste do país.

As ruas de Tecolutla, localidade de 8.000 habitantes, amanheceram com árvores e postes derrubados, mas sem obstruir a passagem dos veículos.

O governo decretou alerta na costa de Veracruz, no vizinho estado de Tamaulipas e em outras zonas do centro e do leste do país na rota do furacão.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, pediu à população da costa do Golfo do México e do centro do país que tenha "extrema precaução" diante de inundações.

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