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Atentado contra mesquita em Londres matou uma pessoa e feriu 10

Primeira-ministra da Inglaterra, Theresa May, afirmou que o país irá rever a estratégia de contraterrorismo; em apenas três meses, Londres sofreu três atentados

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postado em 19/06/2017 09:55 / atualizado em 19/06/2017 10:56

AFP /Agence France-Presse

Chloe Jihyeon LEE / AFP

Londres, 19 - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, descreveu o ataque a uma mesquita no norte de Londres como uma tentativa de destruir as liberdades que unem os britânicos, como a liberdade religiosa, e comentou que o país irá rever a estratégia de contraterrorismo.

Em um discurso nesta manhã, May disse que a polícia londrina acredita que o suspeito teria cometido o ataque sozinho. Dez pessoas ficaram feridas e a polícia investiga se a única pessoa que morreu, enquanto recebia primeiros socorros, tem a morte relacionada ao ataque.

May louvou a determinação do povo de Londres ao responder ao incidente e disse que outros recursos policiais já foram implementados para garantir segurança à população em um momento de tensão.

O atentado


Um homem ao volante de uma van atropelou nessa noite de domingo de modo intencional os fiéis que saíam de uma mesquita de Londres.

 

Na ação, uma pessoa morreu e 10 ficaram feridas.


O ataque aconteceu na mesquita de Finsbury Park, no bairro de Islington, zona norte de Londres.

O motorista da van, um homem de 48 anos, foi detido pelas pessoas no local, informou a polícia, que elogiou o controle da multidão, dadas as circunstâncias.


"Todas as vítimas são da comunidade muçulmana", declarou o comandante da unidade de polícia antiterrorista Neil Basu, antes de explicar que o homem de 48 anos atuou sozinho.


A primeira-ministra britânica Theresa May prometeu combater o terrorismo e o extremismo "independente do responsável".


O atentado "é uma recordação de que o terrorismo, o extremismo e o ódio adotam muitas formas e nossa determinação de combatê-lo deve ser a mesma, independente de quem seja o responsável", disse May diante de sua residência em Downing Street.


"Houve muita tolerância com o extremismo neste país... incluindo a islamofobia", disse a primeira-ministra.


"Quero matar todos os muçulmanos"


Uma testemunha, Khalid Amin, afirmou à BBC que o homem gritava: "Quero matar todos os muçulmanos!".


A polícia foi alertada sobre o incidente pouco depois da meia-noite.

Em apenas três meses, Londres sofreu três atentados e um incêndio gigantesco em um prédio residencial em uma área pobre da cidade que, combinados, deixaram dezenas de mortos e feridos.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, muçulmano, denunciou um "ataque terrorista horrível" que apontou "deliberadamente contra londrinos inocentes, muitos deles que acabavam de orar no mês sagrado do Ramadã".


O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, escreveu no Twitter que estava "totalmente chocado" com o atropelamento, que aconteceu na circunscrição pela qual é deputado.


Mohammed Shafiq, que dirige a organização muçulmana Ramadhan Foundation, condenou este "mal-intencionado ataque", em um comunicado.


"Caso se confirme que se trata de um ataque deliberado, então terá que ser considerado um ato terrorista", afirmou.


Cage, uma associação muçulmana de defesa dos direitos humanos, denunciou o "aumento desenfreado da islamofobia" e fez um pedido de "calma".


No período do Ramadã, os muçulmanos praticantes vão à mesquita depois do Iftar, o final do jejum ao anoitecer, e fazem orações até a meia-noite.


Uma mesquita polêmica


A mesquita de Finsbury Park era conhecida, no início dos anos 2000, por ser um lugar de militantes islamitas de Londres, que frequentavam o centro para escutar os incendiários sermões de Abu Hamza. Esse pregador egípcio, amputado nos dois antebraços, foi condenado à prisão perpétua em janeiro de 2015 nos Estados Unidos, por 11 acusações vinculadas a uma tomada de reféns e por terrorismo.


A direção da mesquita mudou, mas, desde os atentados em Paris em novembro de 2015, o local recebeu várias cartas de ameaças.


Na manhã desta segunda-feira, flores foram colocadas do lado de fora da mesquita. Cristãos e judeus expressaram solidariedade aos muçulmanos em Islington, um bairro que abriga várias religiões.


"Viemos com uma equipe completa para expressar nosso apoio à comunidade muçulmana", explicou à AFP Eli Feld, de 29 anos, membro do Shomrim, grupo judaico de vigilância civil do norte de Londres.


"Nunca imaginamos que algo assim poderia acontecer em nossa área", disse.


O incidente acontece em um contexto de extremo nervosismo, depois que o Reino Unido foi atingido por quatro atentados em três meses, três deles com veículos jogados contra as pessoas.


No dia 22 de março, Khalid Masood, um britânico de 52 anos convertido ao islã e conhecido da polícia, lançou seu veículo contra vários pedestres na ponte de Westminster, no centro de Londres, antes de assassinar um policial com uma faca em frente ao Parlamento. O ataque terminou com cinco mortos.


Em 22 de maio em Manchester, um atentado suicida, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, deixou 22 mortos e uma centena de feridos na saída de um show da cantora americana Ariana Grande. O autor, Salman Abadi, era um britânico de 22 anos de origem libanesa.


Em 3 de junho, três agressores a bordo de uma van atropelaram várias pessoas na London Bridge e depois esfaquearam outras no Borough Market, antes de serem abatidos pela polícia. Oito pessoas morreram no ataque.



 

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