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François Hollande, uma presidência marcada pela violência extremista

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postado em 01/12/2016 21:55

AFP /Agence France-Presse

A presidência de François Hollande foi marcada por uma onda de atentados extremistas sem precedentes, por intervenções militares na África e no Oriente Médio, assim como por revelações sobre sua vida privada.

Confira abaixo, alguns dos temas que marcaram seu mandato:

Atentados extremistas

Desde janeiro de 2015, a França foi alvo de uma série de ataques reivindicados, ou inspirados, por grupos jihadistas, que deixaram 238 mortos.

Frente a esses atentados, os mais sangrentos da história recente da França, François Hollande fez um apelo pela unidade do país contra o terrorismo.

Quatro dias depois do primeiro ataque que dizimou a redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em 7 de janeiro de 2015, mais de 3,7 milhões de pessoas foram às ruas em toda a França.

A essa multidão, uniram-se cerca de 50 chefes de Estado e de Governo, que marcharam solenemente em Paris, a convite de Hollande.

Em 13 de novembro, 130 pessoas morreram em atentados extremistas coordenados perto do Stade de France, em cafés e restaurantes e na casa de espetáculos Bataclan, na capital.

Depois de declarar que "a França está em guerra", Hollande instaurou o estado de emergência no país.

Operações militares

Chefe das Forças Armadas francesas, François Hollande lançou em janeiro de 2013 uma intervenção no Mali para deter o avanço de combatentes islamitas que controlavam o norte do país.

Em dezembro, as tropas francesas intervieram na República Centro-Africana para restaurar a segurança nesse país castigado por uma onda de violência inter-religiosa.

No mesmo ano, Hollande quis intervir na Síria, assolada por mais de dois anos de guerra. Diante da recusa de seu colega americano, Barack Obama, o presidente francês decidiu recuar.

A França lançou seus primeiros bombardeios na Síria no outono de 2015, no âmbito de uma coalizão internacional contra o Estado Islâmico (EI). No Iraque, realiza bombardeios e missões de Inteligência contra o EI desde setembro de 2014.

Acordo sobre o clima

Grande defensor das causas ambientais, Hollande se tornou porta-voz para convencer os líderes mundiais a assinarem um acordo, cujo objetivo é limitar o aquecimento global a 2ºC em relação ao nível pré-industrial.

Ao todo, 196 países firmaram um acordo histórico sobre o clima em Paris em dezembro de 2015.

Uma agitada vida privada

François Hollande se mostrou extremamente crítico com a exposição da imprensa na vida privada de seu antecessor, Nicolas Sarkozy, e jurou que seria um "exemplo" nesse tema.

Em 10 de janeiro de 2014, porém, uma revista de celebridades revelou - com fotos - que Hollande tinha um caso com a atriz Julie Gayet, em paralelo a seu relacionamento de alguns anos com a jornalista Valérie Trierweiler.

Quinze dias depois, anunciou "o fim de sua vida comum" com Valérie Trierweiler. Esta última escreveu, cinco meses depois, um livro de confidências "Merci pour ce moment" ("Obrigado por esse momento"). Um sucesso de vendas.

Casamento gay

Em 23 de abril de 2013, o governo socialista adotou uma lei que autoriza o casamento gay, assim como a adoção por parte de pessoas do mesmo sexo.

Contando com o apoio de François Hollande, essa lei provocou divisões em alguns setores da sociedade, meses de debates, além de manifestações de opositores que tomaram as ruas do país em nome dos valores da família tradicional.



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