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Trump inicia 'tour da vitória' com visita a fábrica em Indiana

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postado em 01/12/2016 14:07

AFP /Agence France-Presse

O futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou nesta quinta-feira um "tour da vitória" pelos estados industriais que o elegeram, começando com Indiana, onde diz ter salvado uma fábrica que deveria ter sido transferida para o México.

O presidente eleito é esperado nesta quinta-feira à tarde em Indianapolis, em uma fábrica da fabricante de ar-condicionados Carrier, símbolo da política anti-deslocalização que ele pretende adotar através de seus ministros do Tesouro e do Comércio, nomeados no dia anterior.

Donald Trump fez desta fábrica um símbolo desde que a Carrier anunciou que não transferirá os 1.000 empregos para o México, garantindo no Twitter ter "chegado a um acordo com o presidente eleito".

"Estou ansioso para ir a Indiana e cumprimentar os trabalhadores da Carrier. Eles vão vender um monte de aparelhos de ar-condicionado", tuitou na quarta-feira o futuro líder americano.

O bilionário visitará a cidade do norte dos Estados Unidos com o seu vice-presidente Mike Pence, que também é o governador de Indiana, para visitar uma fábrica desta subsidiária da gigante United Technologies.

Em um comunicado publicado na quarta à noite, Carrier explica que as "iniciativas propostas pelo estado (de Indiana) tiveram um papel importante" em sua decisão.

A Carrier indica que continuará em Indianapolis fabricando caldeiras a gás através de "investimentos significativos", mas que ainda acredita "nos benefícios do livre-comércio".

'Protecionismo é pejorativo'

No entanto, 700 funcionários de uma outra fábrica da United Technologies, Utec, que produz microprocessadores, localizada no mesmo estado em Huntington, estão preocupados com seus empregos após fevereiro, após o anúncio da transferência da empresa para o México em 2018.

A taxa de desemprego é de 4,4% em Indiana, onde as empresas buscam trabalhadores qualificados, principalmente nas áreas de tecnologia da informação e fabricação avançada.

A visita em Indiana é a primeira etapa do "tour da vitória" que o presidente eleito irá realizar em estados-chave que o escolheram em 8 de novembro. Ele também realizará um comício nesta quinta-feira em Cincinnati, Ohio (norte).

Estas viagens são organizadas um dia após a nomeação pelo futuro presidente de sua equipe econômica: um banqueiro de Wall Street, Steven Mnuchin, de 53, será o secretário do Tesouro, e outro bilionário, Wilbur Ross, de 79 anos, secretário de Comércio.

Eles serão responsáveis por implementar a sua promessa de acabar com os acordos de livre-comércio assinados pelos Estados Unidos e preservar os empregos no setor industrial.

Mas o novo secretário de Comércio rejeitou as acusações de protecionismo. "O protecionismo não é um termo significativo, é pejorativo", declarou Ross, considerando na CNBC que as administrações anteriores haviam "feito um monte de negócios estúpidos e é isso que nós vamos corrigir", inclusive "com um aumento das exportações americanas".

'Apertem os cintos'

Antes de acompanhar Donald Trump, Mike Pence se reuniu com os principais líderes republicanos do Congresso em Washington na quarta-feira, aos quais ele pediu que "apertem (seus) cintos", em antecipação à chegada do presidente eleito à Casa Branca em 20 de janeiro.

No momento em que a sua equipe anunciava as nomeações de Mnuchin e Ross, Donald Trump procurava na quarta-feira silenciar as críticas sobre seus conflitos de interesse, ao anunciar que iria se retirar do comando de seu império imobiliário antes de assumir a presidência.

Em sua série de tuítes matinais, ele anunciou que realizará em 15 de dezembro em Nova York uma "grande coletiva de imprensa" na presença de seus filhos, que incidirá sobre a sua saída da Trump Organization.

Ele considera passar o comando da companhia para seus três filhos, Ivanka, Donald Jr. e Eric, segundo as escassas informações que deu desde que inciou a corrida presidencial.

Mas, para muitos especialistas, isso não vai resolver em nada os problemas de conflito de interesses, uma vez que seus três filhos são seus conselheiros mais próximos e desempenham um papel ativo na nomeação de sua futura administração.



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