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Cuba declara nove dias de luto pela morte de Fidel Castro

O irmão dele, Raúl Castro, atual líder do governo, fez o decreto e suspender os espetáculos públicos no país

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postado em 26/11/2016 09:43 / atualizado em 26/11/2016 12:25

Estado de Minas


Cuba decretou luto de nove dias pela morte de Fidel Castro, o líder da revolução cubana, que faleceu aos 90 anos, na madrugada deste sábado. O ditador morreu em Havana. O irmão dele, Raúl Castro, atual líder do governo, fez o decreto e suspender os espetáculos públicos no país. O corpo do ex-presidente será cremado ainda hoje e o sepultamento está marcado para acontecer em 4 de dezembro.

"Durante a vigência do luto nacional cessarão as atividades e os espetáculos públicos, ondeará o pavilhão nacional a meio o mastro nos prédios públicos e estabelecimentos militares", disse Raúl Castro em texto difundido pela imprensa estatal.

A notícia da morte de Fidel foi confirmada por Raul Castro por volta das 1h30, em um discurso na Television News Nacional. “Com profunda dor que eu apareça para informar o nosso povo e os amigos da América e do mundo, dia 25 de novembro, às 10:29 durante a noite morreu o comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz”, afirmou.

No pronunciamento, também deu detalhes sobre a cerimônia de despedida do ex-presidente. “Em conformidade com a vontade expressa do camarada Fidel, seus restos mortais serão cremados. Nas primeiras horas da manhã de sábado 26, a comissão organizadora do funeral, o nosso povo fornecer informações detalhadas sobre a organização da homenagem póstuma que tributado o fundador da Revolução Cubana. Até à vitória, sempre!”, completou.

Fidel Castro tinha 90 anos. Uma de susas últimas aparições foi inclusive nas comemorações de seu aniversário em agosto em uma festa que reuniu cerca de 100 mil pessoas. Lenda da esquerda latino-americana, Fidel Castro, morreu no fim da noite de sexta-feira, informou seu irmão e atual presidente Raúl Castro. Ele foi o líder histórico da revolução cubana, que, mais de cinco décadas depois de seu triunfo, sobrevive como um dos últimos regimes comunistas do mundo.

Único nome ainda vivo dos grandes protagonistas da Guerra Fria, Fidel encarnou o símbolo do desafio a Washington: o guerrilheiro de barba e uniforme verde oliva, que fez uma revolução socialista, marxista-leninista, a apenas 150 km do litoral dos Estados Unidos. Fidel governou por 48 anos a ilha, mas continuou sendo o líder máximo e guia ideológico da revolução mesmo quando, doente, delegou o poder a seu irmão Raúl, cinco anos mais velho, em 31 de julho de 2006.

No dia 1 de janeiro de 1959, Fidel Castro, à frente do em exército de "barbudos", derrotou o ditador Fulgêncio Batista, após 25 meses de luta nas montanhas de Sierra Maestra. Este dia foi o começo de um pesadelo para Washington e uma era de polarização na América Latina.

Em seu comando, Cuba participou do momento mais quente da Guerra Fria, converteu-se em santuário da esquerda, inspiração e sustentação de grupos armados que enfrentaram regimes de direita e sangrentas ditaduras, na época financiadas pelos Estados Unidos em seu afã de frear o avanço do comunismo. (Com informações da AFP)
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Paulo
Paulo - 26 de Novembro às 16:52
Milhões de almas de pessoas que esses ditador sanguinário assassinou devem estar esperando do outro lado do forno crematório. Vai sofrer um bocado. Devemos ter piedade desse infeliz. Que o Lula o acompanhe logo para ajudá-lo.