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Suíça decide domingo sobre abandono rápido da energia nuclear

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postado em 25/11/2016 10:22

AFP /Agence France-Presse

Os eleitores suíços comparecem às urnas no domingo para um referendo a favor ou contra o fechamento de três reatores nucleares em 2017, primeira etapa do abandono definitivo da energia nuclear decidido há cinco anos.

Poucos meses depois da catástrofe nuclear de Fukushima, provocada pelo terremoto e tsunami que afetaram o Japão em março de 2011, o governo suíço decidiu fechar paulatinamente as centrais nucleares, mas sem aprovar um calendário preciso para executar a medida.

A ideia do governo consiste em fechar os cinco reatores que produzem um terço da energia elétrica da Suíça à medida que chegam ao fim de sua vida útil, sem substituir as unidades.

Mas todas as centrais nucleares suíças operam com licenças que permitem seguir produzindo desde que cumpram os critérios de segurança.

Por este motivo, associações de defesa do meio ambiente criaram uma iniciativa em 2011 para que nenhum reator passe dos 45 anos, o que implica que três dos cinco em funcionamento devem fechar em 2017.

"Sem uma data limita, teremos que esperar uma falha ou incidente antes de fechar as centrais nucleares", afirmou Mahtias Schlegl, porta-voz da iniciativa dos Verdes.

"Ao fixar em 45 anos a duração máxima de funcionamento dos reatores suíços, nós evitamos explorá-los além do razoável", destacou.

Caso o "Sim" vença no domingo, a central de Beznau, em operação hpa 47 anos no cantão de Aargau (norte), perto da fronteira com a Alemanha, fechará as portas em 2017. Atualmente seus dois reatores estão desligados para reparos.

Beznau é a central nuclear mais antiga do mundo desde o fechamento do reator de Oldsbury, Reino Unido, em 2012.

A central de Muhlberg, em operação desde 1972 no cantão de Berna, também terá que interromper as operações em caso de triunfo da iniciativa dos ecologistas.

As centrais de Gosgen, em Soleure, e Leibstadt, em Aargau, fechariam as portas em 2024 e 2029, respectivamente.

O governo, favorável ao desmantelamento paulatino das centrais, é categoricamente contrário à proposta dos Verdes.

"Será impossível compensar a tempo o abandono da energia nuclear com uma energia elétrica procedente de fontes renováveis", advertiu o governo em um relatório.

"Seríamos obrigados a importar grande quantidade de energia elétrica nos próximos anos, o que além de fragilizar nossa capacidade de abastecimento não teria sentido do ponto de vista ecológico, porque a eletricidade produzida no exterior procede, geralmente, de centrais de carvão", completa o documento.

O Sim tem vantagem de 48% a 46% nas pesquisas mais recentes, mas a diferença caiu 10 pontos no último mês.

Quase 33% da energia elétrica da Suíça tem origem nuclear, outros 60% procedem das centrais hidrelétricas e apenas 4% das energias renováveis.



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