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Peru protesta por nomeação de ex-primeira-dama investigada para a FAO

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postado em 23/11/2016 06:31

AFP /Agence France-Presse

O Peru protestou à FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) contra a nomeação como funcionária em Genebra da ex-primeira-dama Nadine Heredia, investigada por um caso de lavagem de dinheiro, e pediu que reconsidere a designação.

O governo expressou o desagrado e protesto do anúncio, que pode ser interpretado como uma interferência em uma investigação em curso no Peru, segundo um comunicado do ministério das Relações Exteriores.

Nadine Heredia, esposa do ex-presidente Ollanta Humala - que deixou o poder no dia 28 de julho - foi designada diretora do escritório de interesses da FAO na sede das Nações unidas em Genebra pelo diretor geral da organização, José Graziano da Silva.

A nomeação se tornará efetiva em 24 de novembro. Por este motivo, a esposa de Humala viajou na terça-feira para a Europa, segundo a imprensa.

As autoridades peruanas consideraram estranha a designação e destacaram que "não responde a qualquer gestão do governo peruano", sendo "resultado de uma decisão do diretor geral da FAO, sem ter sido objeto de consulta nem coordenação prévia com o ministério das Relações Exteriores".

A chancelaria pediu ao representante da FAO em Lima que "transmita a firme postura peruana ao diretor geral da FAO, com o objetivo de que reconsidere a nomeação".

Heredia enfrenta no Peru, ao lado do ex-presidente Humala, um processo por suposta lavagem de 1,5 milhão de dólares supostamente enviados do Brasil e da Venezuela para campanhas eleitorais, em 2006 e 2011, e que não foram declarados.

Nas duas oportunidades Humala foi candidato pelo Partido Nacionalista, que fundou com a esposa.



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