
Duzentos mil membros de vários movimentos religiosos se reuniram neste sábado na praça de São Pedro na presença do Papa Francisco para um encontro de Pentecostes organizado ministério para a Nova Evangelização, anunciou o Vaticano. "Assistimos a uma crise do homem que destrói o homem", alertou o Papa, que chegou à praça a bordo de um jipe. "Na vida pública, política, se não há ética, tudo é possível (...) Lemos nos jornais quanto mal faz falta à toda a humanidade a falta de ética na vida pública", afirmou.

Membros dos movimentos dos Focolares, Comunhão e Libertação, Caminho Neocatecumenal, Legionários de Cristo e Emanuel, entre outros, chegaram ao Vaticano vindos de todo o mundo para participar deste grande encontro de Pentecostes, organizado no âmbito do "Ano da Fé" pelo ministério para a Nova Evangelização, criado em 2010 por Bento XVI.
O evento, organizado por ocasião da festa de Pentecostes, que celebra o Espírito Santo, estava previsto antes da demissão de Joseph Ratzinger e foi mantido por seu sucessor.
O bispo Salvatore Fisichella, que dirige o ministério para a Nova Evangelização, definiu estes movimentos religiosos como "um dos frutos mais evidentes" do Concílio Vaticano II (1962-65). Estes movimentos, muito dinâmicos, são vistos por alguns como concorrentes das paróquias tradicionais, que estão em crise. Neste domingo, o Papa celebrará a missa de Pentecostes na presença dos participantes deste encontro, na esplanada da Basílica de São Pedro.

