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PEQUENOS NINJAS

Artes marciais também exercem fascínio sobre a criançada

Usadas em outros tempos por guerreiros nos campos de batalha, as artes marciais são praticadas hoje como esporte e atividade física

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postado em 09/04/2016 08:59 / atualizado em 09/04/2016 09:18

Gustavo Perucci

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Judô, karatê, tae kwon do, jiu-jítsu, capoeira, esgrima, kenjutsu, boxe, kung fu, muay thai... Com certeza você já ouviu falar ou já fez aula de alguma delas. As artes marciais são muitas e foram desenvolvidas em vários países. Se, no passado, elas tinham como objetivo ser usadas pelos guerreiros nos campos de batalha, hoje elas perderam essa função e são praticadas mais como esporte e atividade física. Ainda bem, né!

Normalmente, as artes marciais são ligadas aos países do Oriente, como Japão e China. Boa parte das técnicas de luta mais famosas foram, realmente, criadas na Ásia. Umas têm quase 1 mil anos de história, como a dos samurais, que o Lucas Lana, de 6 anos, pratica há um mês no Instituto Cultural Niten.

Fã das artes marciais, Lucas já treina a luta coreana tae kwon do com o pai duas vezes por semana. Também já fez judô. Quando ficou sabendo pela mãe que ensinavam a técnica da espada samurai em Belo Horizonte, não teve dúvidas e foi fazer uma aula experimental. Mesmo praticando há pouco tempo, o garoto já mostra desenvoltura com a arte, desenvolvida no Japão há mais de 700 anos. “Faço aula uma vez por semana e gosto muito. Meu pai está querendo vir fazer aula comigo”, conta. O interesse de Lucas por samurais e ninjas veio dos desenhos de séries japonesas a que assiste pela televisão. “A maioria dos desenhos a que assisto usa espada.”

O pai de Lucas, Mário Lana, aprova e incentiva o interesse do garoto: “Ele sempre quis fazer as artes dos samurais, dos ninjas, de usar a espada. Gosto de arte marcial, pois, além de ser um excelente exercício, tem toda essa questão comportamental, de organização, ética e respeito. É uma oportunidade de, além de canalizar a energia desses meninos, aprender valores que, na nossa sociedade, estão um pouco em baixa”.

Marcos Vieira/EM/D.A/Press

No Instituto Niten, Lucas vai aprender mais que usar a espada. O foco principal é transmitir os valores da cultura japonesa pelas artes marciais. Com isso, o objetivo é desenvolver ao máximo a saúde, concentração, respeito no cotidiano dos chamados 'samurais modernos'. Nas aulas, realizadas aos sábados, no Clube Recreativo Mineiro, são ensinadas as técnicas criadas por Miyamoto Musashi, considerado um dos maiores samurais de todos os tempos. As espadas são de bambu e os alunos usam a armadura de proteção composta pelo men (capacete), do (proteção para o dorso) e o kote (luvas).

Lucas já tem várias espadas, mas sabe que elas só podem ser usadas durante os treinos e que ele não pode aplicar os golpes que aprendeu em ninguém. O instrutor dele, Senpai Alessandro Fonseca, explica que, diferentemente de outras artes marciais, eles não ensinam defesa pessoal aos alunos. “Ninguém anda com uma espada na rua. O que tentamos passar aqui, acima de tudo, é uma forma de comportamento. Toda a parte de treino, das técnicas e da nossa organização é voltada para transmitir um comportamento melhor, que se fundamenta nos princípios dos samurais, que se pautavam por sete virtudes essenciais para eles, como honra, compaixão, sabedoria. São ideais que já foram completamente perdidos no mundo de hoje. Tentamos trazer um pouco de formalidade, estrutura, respeito aos mais velhos e obediência”, explica Alessandro.

GRITANDO “Meeeeeeeeeeeeen”! O grito de Lucas já está bem afiado! Isso porque cada golpe deferido na aula tem que ser gritado. Dá para ouvir a aula do Niten de fora do clube, lá na rua. Quando o Lucas vai bater com a espada no capacete de um colega de treino, ele tem que gritar “men”. Se for golpear a barriga, o grito é “do”!

“O conjunto de gritos é chamado de kiai. É é usado para externalizar a energia do golpe”, explica Alessandro. Lucas ainda vai aprender a usar várias outras armas samurais, como o jo (bastão), shoto (espada curta), bokutô (espada de madeira) e kusarigama (foice com corrente). Muito legal, não é?
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