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Estado de Minas

Acusados de assassinar idoso em condomínio de Nova Lima confessam crime em audiência

Homicídio aconteceu em janeiro deste ano, quando trio tentava assaltar a casa. Juiz vai determinar se os três serão julgados pelo júri popular


postado em 23/08/2017 14:06 / atualizado em 23/08/2017 22:28

Criminosos afirmaram que idoso reagiu ao assalto(foto: Beto Novaes/EM/DA Press)
Criminosos afirmaram que idoso reagiu ao assalto (foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

A Justiça vai decidir nos próximos dias se três criminosos que confessaram o assassinato do idoso Benone Alves Carneiro, de 83 anos, dentro de um condomínio de classe média-alta em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu em janeiro deste ano, quando o trio tentava assaltar a casa. Os réus foram ouvidos nessa terça-feira, durante audiência de instrução, e afirmaram que a vítima reagiu ao roubo. Por isso, atiraram.

O assassinato aconteceu na manhã de 19 de janeiro. Dois rapazes renderam a empregada do lado de fora da casa, no Bairro Ouro Velho, uma espécie de condomínio fechado de classe média-alta, quando ela limpava a calçada, e a fizeram abrir o portão do número 872 da Alameda das Amendoeiras. Assim que a dupla entrou, o idoso deixou de lado a revista de palavras cruzadas que o entretinha e perguntou o que os dois homens faziam ali.

Neste momento, segundo informações dada pela empregada na época do crime, os criminosos atiraram. Os invasores deixaram a residência sem levar nenhum objeto. Fugiram numa moto em rumo ignorado. Dias depois, foram presos Hugo Oliveira Pacheco, Joseph Elias Pereira Prudente e Rafael Nascimento dos Santos.

Nessa terça-feira, aconteceu a audiência de instrução e julgamento do caso. Foram ouvidas a filha da vítima e a empregada da casa. Elas reconheceram os criminosos. Os três réus também prestaram depoimento perante o juiz. Um deles, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), afirmou que atirou porque o idoso reagiu. Os homens também afirmaram que haviam assaltado outras casas e que a intenção era furtar objetos da residência.

Agora, foi aberto o prazo de alegações finais para a defesa e a acusação. Depois, o processo volta para o juiz que vai analisar o teor e decidir se os três homens responderão ao processo frente ao júri popular.

 

(RG) 

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