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Estado de Minas

Projeto de Lei quer implantar motos no atendimento do Samu

Vereador Doorgal Andrada, autor do projeto, justificou PL dizendo que medida dará mais mobilidade no deslocamento dos profissionais de saúde


postado em 28/07/2017 13:23 / atualizado em 28/07/2017 15:00

(foto: Edésio Ferreira: EM/DA Press)
(foto: Edésio Ferreira: EM/DA Press)

Um projeto de Lei em trâmite na Câmara Municipal de Belo Horizonte pretende implantar o uso de motocicletas no atendimento de ocorrências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital mineira. 

De autoria do vereador Doorgal Andrada (PSD), o projeto já recebeu parecer favorável de aprovação em 1º turno nas Comissões de Legislação e Justiça e Saúde e Saneamento. A proposta deve passar ainda por mais uma comissão, antes de ser encaminhada ao plenário da Câmara Municipal para ser votada. 

O projeto, segundo o vereador,  pretende agilizar e dar mais mobilidade no atendimento do Samu, princilpamente, em horários de pico do trânsito. “O atendimento do Samu é muito bom, mas sabemos que, nas grandes capitais em que o trânsito é intenso, o serviço acaba sendo prejudicado não só pelos congestionamentos, mas as ambulâncias são veículos grandes e isso às vezes também atrapalha no deslocamento. E as motos chegariam para um primeiro atendimento de maneira mais rápida,” afirmou o vereador. 

O texto ainda prevê que, para o atendimento, os profissionais precisam ter carteira de habilitação AB, que permite a condução de motocicletas e automóveis, ensino médio completo ou curso técnico na área de saúde, além de cursos de primeiro socorros ou graduação em cursos da área de saúde. 

Segundo o parlamentar, a proposta inicial é de que tenha um condutor para a moto e um profissional, médico, enfermeiro ou socorrista, na garupa para o atendimento. “Nossa ideia é ter um individuo que seja habilitado para a condução da moto e que, na garupa, vá um socorrista ou médico. Se, eventualmente, os responsaveis pelo Samu acharem que os profissionais de saúde também podem conduzir a moto, não vejo problema desde que sejam devidamente preparados.” 

Caso aprovado o projeto de lei, as diretrizes de atuação das motos ambulâncias, como efetivo de veículos e profissionais, além da rotina de atendimentos, serão definidas entre o prefeito de Belo Horizonte e a gerência do Samu.

* Sob supervisão da subeditora Jociane Morais

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