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Samarco atrasa pagamento de aluguéis de vítimas de tragédia de Mariana

A Fundação Renova, que assumiu as ações de reparação da empresa, admitiu o problema e informou que até o fim desta semana a situação será normalizada

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postado em 22/03/2017 15:22 / atualizado em 22/03/2017 21:34

João Henrique do Vale

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press

Vítimas do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, ainda sofrem com as consequências da tragédia. Problemas em parte dos 400 contratos de aluguéis entre a Fundação Renova e proprietários das casas aonde os moradores da cidade e de Barra Longa foram levados aumentou a apreensão das famílias. A Fundação Renova, criada pelas empresas Samarco, Vale e BHP Billiton, admitiu atraso em parte dos aluguéis e afirmou que até o fim desta semana a situação será regularizada.

Os atrasos começaram no fim do ano passado, quando venceram os contratos firmados a partir de novembro de 2015, após o rompimento da barragem, que deixou 19 pessoas mortas e provocou a pior tragédia ambiental do país.

“Realmente tivemos um desafio nos últimos dias com parte dos 400 contratos de aluguéis de desabrigados que foram levados para esses locais. Nesse processo de a Fundação Renova assumir as ações da Samarco, tivemos alguns atrasos. Pedimos desculpa e lamentamos muito que tenha acontecido”, admitiu o gerente-executivo dos programas socioeconômicos da Fundação Renova, José Luiz Santiago.

A Fundação Renova começou a assumir ações de reparações da Samarco em agosto do ano passado. Os contratos com aluguéis começaram a vencer em novembro. “Os contratos já estão sendo regularizados. Vamos tentar ainda nesta semana acertar 100 % dos contratos. Posso dizer que 85% já estão em dia”, afirmou Santiago.

Com a renovação, os contratos foram estendidos para até o fim de 2018. “Nosso compromisso é que os processos de reassentamento e entrega das casas definitivas ocorram até março de 2019”, disse o gerente-executivo. Segundo ele, nenhuma família deixou as casas devido ao atraso de pagamento. O medo dos moradores teria sido provocado pela ação de cobrança dos proprietários. “Os contratos são entre a Fundação Renova e os proprietários. Eles tinham que nos contatar, mas foram diretamente aos moradores, o que colocou os inquilinos em uma situação de mais estresse”, completou Santiago.

RB

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