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Vereador cobra explicações da BHTrans sobre aumento das passagens de ônibus

Ofício pede detalhamento dos cálculos feitos para chegar ao valor atual da tarifa, de R$ 4,05

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postado em 11/01/2017 11:40 / atualizado em 12/01/2017 10:54

Cristiane Silva

O vereador Rafael Martins (PMDB) protolou um ofício pedindo explicações da BHTrans sobre o aumento das tarifas do transporte coletivo na capital. Desde 3 de janeiro, o valor das tarifas subiu para R$ 4,05.

O documento foi entregue à empresa nessa terça-feira e tem sete itens. “Queremos tentar entender a lógica que a BHTrans usa pra chegar a R$ 4,05, a passagem mais cara do Brasil”. Segundo ele, o aumento dos motoristas, cobradores, fiscais e despachantes foi de 20% desde fevereiro de 2014. A inflação no período foi de 21% e o aumento das tarifas em BH, 42,11%. “Preciso saber quais calculos são feitos para chegar a esse valor”, diz.

“Se fizer um comparativo, desde o início do Plano Real ela (tarifa) subiu mais de 1000% e, a inflação foi menos de 500%. Duas vezes e meia a inflação nesse período. Se as coisas todas se baseiam pela inflação, porque sobe tanto? Estamos fazendo valer a lei de acesso à informação, por isso protocolamos esse ofício. Porque nas outras capitais conseguem fazer um preço menor?”, questiona o vereador.

Segundo Rafael Martins, a equipe pretende encaminhar uma cópia do ofício ao Ministério Público para comunicar o pedido de respostas à BHTrans. Por meio de sua acessoria de imprensa, a BHTrans informou que recebeu o pedido do vereador e vai encaminhar as respostas a ele.

Em entrevista coletiva no fim de dezembro, o diretor-presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, explicou que a tarifa predominante em Belo Horizonte é a das linhas do Move, perimetrais, radiais, diametrais, semi-expressas, troncais e integração com o metrô, que representam 80% da demanda e subiram de R$ 3,70 para R$ 4,05. As linhas alimentadoras e circulares somam 18% das viagens realizadas pelos passageiros e aumentaram de R$2,65 para R$ 2,85, enquanto as auxiliares, de vilas e favelas transportam 2% do total de passageiros e sobem de R$ 0,85 para R$ 0,90.

“Esse é um reajuste anual previsto em contrato e que reflete a variação dos custos dos insumos em cinco índices medidos por órgãos como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), IBGE e Agência Nacional do Petróleo (ANP), por exemplo”, disse. Na composição dos custos da passagem, a mão de obra tem um peso de 45%, o combustível de 25%, a aquisição e baixa de veículos 20%, os custos de rodagem como pneus e troca de peças desgastadas representa 5% assim como outras despesas também somam 5%.

“No próximo ano, a BHTrans poderá fazer a revisão tarifária e nesse contexto entrarão alguns componentes como a recente, porém pequena, diminuição no número de agentes de bordo. Entre 2009 e 2016, a tarifa praticada teve reajuste de 60,9%, contra um aumento de 65,2% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)”, previu o diretor-presidente. Ele citou ganhos obtidos sobretudo com o Move, onde ocorre uma livre transferência entre ônibus, e ainda o desconto de 50% na viagem seguinte em sábados e dias úteis, no intervalo de 90 minutos e até quatro viagens com pagamento de uma única tarifa, aos domingos, no intervalo de 90 minutos entre cada par de viagens. (Com informações de Guilherme Paranaíba)
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Ivam
Ivam - 11 de Janeiro às 15:24
Não há passagem de graça. A transferência sem custo em até 90 minutos já está paga e muito bem paga pelos usuários. Até parece que estão ofertando algo, na verdade já está pago e ficam fazendo propaganda em cima. A passagem mais cara do país com atendimento de péssima qualidade, motoristas que não obedecem sinalização e ainda param fora do ponto. Isso sem falar quando não passam direto. E não podemos esquecer do grande número de assaltos nos coletivos. Quero ver justificar este aumento absurdo, vamos aguardar.