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Casais gays são 'aberração moral', diz pastora de palestra para reverter homossexualidade

Ela havia escrito que 'a desconstrução da família começou a partir dos anos 1950, quando o movimento feminista invadiu a sociedade'

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postado em 23/11/2016 16:45 / atualizado em 24/11/2016 08:52

Fred Bottrel

Reprodução/ Facebook

Embora tenha dito que não tem nada contra "opção" ou "escolha" sexual de ninguém, a pastora Isildinha Muradas, envolvida na polêmica divulgação de uma palestra para "reverter a homossexualidade", já havia publicado texto em que ataca esse comportamento. Ela esclareceu que não atribuiu o polêmico título à palestra que faria em uma igreja evangélica de Belo Horizonte e culpou um colega, outro pastor, pela distorção. No site da mesma igreja, contudo, já havia insinuado que casais homoafetivos são "aberração moral".

Em 9 de outubro, Isildinha havia escrito: "Pais que reuniam os filhos, na hora do jantar, para realizar o 'culto doméstico', agora chegam cansados e preferem deitar no sofá e assistir a novelas e filmes, janelas infernais que trouxeram para dentro dos lares todo tipo de aberração moral: casais homoafetivos, adultério, sexo precoce, gravidez na adolescência, violência e muito mais".

Para a pastora, "a desconstrução da família começou a partir dos anos 1950, quando o movimento feminista invadiu a sociedade e a mulher passou a disputar espaço com o homem no mercado de trabalho. Os filhos foram os maiores prejudicados". A opinião foi publicada no texto 'Criança, um grande investimento'.


No perfil pessoal de Isildinha, que voltou ao ar no Facebook nesta quarta-feira, ela já havia divulgado eventos como um "Chá de Princesas", voltado aos valores que defende. Até a publicação deste texto, a pastora não havia retornado o contato da reportagem.

No vídeo em que culpou outro pastor por atribuir a ela a função de psicopedagoga, Isildinha disse: "Quanto ao segmento LGBT, quero deixar claro que não tenho nada contra a opção e escolha sexiual de ninguém. Meu papel não é julgar quem quer que seja; meu papel é orientar famílias na criação de seus filhos segundo a Bíblia Sagrada que é a palavra de Deus na qual eu acredito."


A Igreja Batista Getsêmani Missão Portugal comunicou que o evento foi adiado, ainda sem nova data. Em nota, também esclareceu: "A palestra tem por título `Orientando pais sobre a sexualidade de seus filhos` e não o título que foi erroneamente veiculado e causou a polêmica. Muitas semanas antes do ocorrido, a informação correta já estava sendo difundida nas redes sociais".

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais divulgou nota de repúdio à discriminação com base em orientação sexual. No texto, o órgão "externa sua preocupação com o disseminação de ações tendentes a tratar a homossexualidade como um aspecto negativo da personalidade e disseminar a discriminação".
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Renato
Renato - 29 de Novembro às 20:17
A pastora não falou nada de mais. Esses LGBTs vivem fazendo tempestade em copo dágua. Da mesma maneira que um heterossexual tem o direito de se tornar homossexual, o contrário também deveria ser respeitado.
 
ulisses
ulisses - 24 de Novembro às 13:17
O estranho que tudo que ela falou os evangelicos praticam também mas ela fala uma coisa no videos e escreve outra.
 
Marcos
Marcos - 24 de Novembro às 12:15
Não pertenço à igreja da pastora, mas concordo plenamente com ela. |MP|
 
edson
edson - 23 de Novembro às 18:35
Nós Cristãos, temos como regra de fé a Bíblia. Se a Bíblia que é a palavra de Deus condena, não vamos negociar ou politizar a palavra de Deus, pois poderemos ser responsabilizados. Inclusive, políticos estão em baixa. Mas, também, a Bíblia diz que devemos amar todas as pessoas. Se eu não quero, mas alguém optou, é decisão pessoal, é este alguém que vai viver tal opção. Posso amar as pessoas, sem concordar com suas opções, sem hostilizá-las.
 
Breno
Breno - 23 de Novembro às 17:43
cordo com ela e é minha opinião, do mesmo jeito que eles tem as deles e sai falando por ai e ninguém fica entrando em suas boates e dizendo ao contrario. Na igreja quem manda é o Pastor ou o padre que a dirige. O negocio hoje é que eles podem tentar inserir isso na sociedade, e quando dizem ao contrario, eles não gostam e ficam com raivinha