(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Presa quadrilha suspeita de dar prejuízo de aproximadamente R$ 15 mi em golpes imobiliários

O grupo enganava moradores que achavam que estavam comprando um apartamento. Depois do pagamento pelo imóvel, a mesma unidade era vendida para outras pessoas


postado em 17/11/2016 18:27 / atualizado em 17/11/2016 18:35

Grupo foi preso durante operação da Polícia Civil nesta quinta-feira(foto: Polícia Civil/Divulgação)
Grupo foi preso durante operação da Polícia Civil nesta quinta-feira (foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil tenta encontrar outros integrantes de uma quadrilha suspeita de praticar golpes milionários em Belo Horizonte. O grupo enganava moradores que achavam que estavam comprando um apartamento. Depois do pagamento pelo imóvel, a mesma unidade era vendida para outras pessoas. Durante operação nesta quinta-feira, quatro pessoas foram presas. O prejuízo estimado é de R$ 15 milhões.

As investigações apontaram que o responsável em convencer os compradores era Aloísio Santa Cruz Leonel, de 31 anos. Segundo a polícia, o homem conseguia a confiança das vítimas e era articulado em fazer as negociações. Ele se apresentava como empreiteiro interessado na compra de um imóvel para a construção de um edifício.

Aloísio convencia a vítima a realizar um contrato de permuta. O proprietário se dispunha a receber como pagamento do imóvel uma cobertura no edifício que supostamente estava sendo construído. Depois, O homem procurava uma pessoa que tinha interesse na construção do imóvel e apresentava o contrato de permuta com a procuração do proprietário legal.

Em seguida, o era iniciada a construção do imóvel. Aloísio, sem a permissão do construtor, vendia os apartamentos na planta. Durante a obra, ele buscava interessados na compra à vista de um apartamento e, após receber o primeiro pagamento, já vendia o mesmo imóvel para outros interessados. Isso fazia com que o imóvel fosse registrado por diferentes compradores. Procurações e documentos eram falsificados pelo golpista para levar o crime adiante. Quando havia suspeita por parte das vítimas, elas eram ameaçadas pelo criminoso. Somente um suposto comprador teve prejuízo de R$ 2 milhões.

As investigações do crime começaram há quatro meses. A Polícia Civil apurava um assalto em Contagem, na Grande BH, em agosto quando chegou até a quadrilha. Na época, segundo o inquérito, Aloísio negociou a compra de uma Land Rover com um médico do Paraná. A vítima foi até o município, onde o estelionatário simulou um pagamento à vista.

No momento da transação, dois comparsas do suspeito apareceram e renderam Aloísio e o médico. Os dois foram levados para a casa do estelionatário. A vítima foi mantida como refém por sete horas e depois liberada. Dias depois, Aloísio registrou o veículo em nome da esposa. O veículo foi apreendido. A casa do suspeito passou a ser monitorada por policiais depois que a vítima reconheceu o imóvel.

A partir daí, várias denúncias contra o homem foram descobertas. Nesta quinta-feira, durante cumprimento de mandados de prisão preventiva, foram presos, além de Aloísio, a esposa dele, Elisângela Ribeiro, de 22, Alexandre Magno, de 35, e Jonathan Pinto Magalhães, de 20. Aloísio irá responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa e roubo qualificado, cujas penas somadas podem chegar até 20 anos de prisão. Alexandre e Jonathan serão indiciados por roubo, enquanto Elisângela é investigada por possível lavagem de dinheiro, uma vez que grande parte do patrimônio de Aloísio se encontra em nome dela.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)