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Estado de Minas

Defesa Civil nacional verifica implantação de sistemas de alertas na região de Mariana

Equipes do Ministério da Integração Nacional fazem vistoria para verificar as medidas para alertar a população em caso de novas tragédias na região


postado em 31/10/2016 10:46 / atualizado em 31/10/2016 19:05

Um simulado de evacuação será realizado nas proximidades da represa de Candonga(foto: Euler Junior/EM/D.A Press - 29/11/2015)
Um simulado de evacuação será realizado nas proximidades da represa de Candonga (foto: Euler Junior/EM/D.A Press - 29/11/2015)

Próximo a completar um ano do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, equipes do Ministério da Integração Nacional fazem uma visita a cidades atingidas pela tragédia. O objetivo é verificar a implantação e funcionamento de sistemas de alertas, além de um plano de evacuação da população em caso de novos eventos. As ações serão coordenadas pelo Secretario Nacional de Proteção e Defesa Civil, Renato Ramlon. Ele já está em Minas Gerais junto com uma equipe da Defesa Civil. As reuniões serão fechadas.

O rompimento da barragem em Mariana aconteceu em 5 de novembro. A lama de rejeitos que desceu com a tragédia matou 18 pessoas e deixou uma desaparecida. Municípios e comunidades foram totalmente arrasadas. Além disso, provocou enormes danos ambientais com destruição de vegetações nativas e poluição do Rio Doce.

O secretário e técnicos da Defesa Civil vão verificar in loco todas as ações que estão sendo implantadas pela Samarco desde o dia da tragédia. Também vai reunir com autoridades municipais e do Governo do Estado para discutir a implantação e funcionamento de sistemas de alertas.

Outro ponto que será verificado pelo órgão é a evacuação de cidades próximas da Hidrelétrica Risoleta Neves, mais conhecida como Candonga, administrada pelo Consórcio Aliança, na Zona da Mata mineira. A barragem conseguiu segurar um volume grande de rejeitos, mas chegou a ter o risco de ceder.

A preocupação é com a chuva que poder carrear mais rejeitos que ainda descem da barragem de Fundão até a hidrelétrica. Para evitar o risco de colapso, a Samarco faz a dragagem do material que ainda está próximo a Candonga. Além disso, começou a construir um dique, chamado de S4, em Bento Rodrigues, para diminuir os efeitos que podem ser provocados pela chuva.

Em 8 e 9 de novembro, será realizado um exercício de evacuação com a população nos municípios abrangidos pelas represas de Candonga e Samarco.

Empresa afirma que há monitoramento constante

Por meio de nota, a Samarco informou que a unidade de Germano recebeu equipamentos para a inspeção dos diques e demais estruturas de barragem. “Novas câmeras, cinco radares de precisão milimétrica, estação meteorológica, drones e sismógrafo possibilitaram mais informações para a sala de monitoramento, onde uma equipe de 55 profissionais acompanha, 24 horas por dia, a situação das áreas remanescentes das barragens”, diz o comunicado.

Segundo a mineradora, foram instaladas ainda 20 sirenes, cinco na planta e 15 em localidades situadas entre a barragem e a cidade de Barra Longa. “A população local, por meio de simulados realizado pela Defesa Civil em parceria com a Samarco, instrui os moradores sobre como proceder e chegar aos pontos de encontro assim que soar o alerta desses mecanismos”, explica.

Ainda, conforme a Samarco, a sala de monitoramento funciona 24h por dia durante os sete dias da semana. Para auxiliar no trabalho de monitoramento e segurança dos diques e das barragens de Germano e Santarém, a mineradora utiliza ferramentas de alta tecnologia.

“O acompanhamento das estruturas é feito em tempo real, na sala de monitoramento, por meio de radares, câmeras, medidores de nível d’água (piezômetros), acelerômetros, estação robótica e com checagem por satélite (medição de deslocamentos) e visual, entre outros”, pontuou.

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