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Moradores de Bento Rodrigues criam abaixo-assinado contra construção de dique da Samarco

Mais de 400 pessoas assinaram a petição online até as 16h desta segunda-feira. O documento pode ser acessado no site Avaaz.org

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postado em 18/07/2016 15:49 / atualizado em 18/07/2016 21:42

Paulo Henrique Lobato /

Moradores de Bento Rodrigues, o primeiro povoado devastado pelo estouro da Barragem do Fundão, de propriedade da Samarco, em 5 de novembro, elaboraram um abaixo-assinado virtual contra a construção do dique S4 pela mineradora. Mais de 400 pessoas assinaram a petição até as 16h desta segunda-feira. O documento pode ser acessado no site Avaaz.org.

A mineradora pretende erguer o dique S4, cuja obra foi proibida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para evitar escoamento de rejeitos no período chuvoso. Mas a estrutura, avaliam moradores, pode alagar um muro colonial do que restou do povoado.

Na petição eletrônica, os moradores defendem a preservação da memória do povoado: “Exigimos da Samarco apresentação de outras soluções técnicas alternativas para a contenção do rejeito que segue em direção ao Rio Gualaxo (do Norte), que, obrigatoriamente, não envolva o alagamento do distrito de Bento Rodrigues”.

Os organizadores ressaltam que o povoado “é uma comunidade setecentista de importância incalculável dentro da história da cidade de Mariana” e sustentam que “a construção do dique S4 destrói qualquer possibilidade de preservação da memória”.

Procurada pelo em.com.br, a Samarco informou, por meio de nota,que considera a construção do dique S4 "crucial para a contenção de novos carreamentos no próximo período de chuvas. "É importante esclarecer que as demais alternativas que foram estudadas demandam um prazo de execução maior que o disponível até o próximo período chuvoso. Com o dique S4, que é uma estrutura temporária, haverá o alagamento de uma área de Bento Rodrigues já impactada e parte de um muro de pedra, que será 'envelopado', o que o manterá intacto até que o dique seja desativado e as águas baixem", ressalta o texto. A Samarco garante ainda que o dique S4 "não afetará as casas da área que não foram impactadas pelos rejeitos, além da igreja e do cemitério".

RB

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