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Estado de Minas

PF prende quadrilha de traficantes que agia no Norte de Minas Gerais

Grupo tinha ramificações em Goiás, no Espírito Santo e em Rondônia e movimentava cerca de R$ 800 mil com a venda de cocaína. Patrimônio acumulado com a prática do crime chega a R$ 5 milhões, segundo a PF


postado em 14/07/2016 13:54 / atualizado em 15/07/2016 08:44

 Na operação, houve a apreensão de três carros de luxo e de R$ 20 mil em dinheiro(foto: Polícia Federal/Divulgação)
Na operação, houve a apreensão de três carros de luxo e de R$ 20 mil em dinheiro (foto: Polícia Federal/Divulgação)
A Polícia Federal (PF) desarticulou, nesta quinta-feira, uma quadrilha de traficantes que  atuava  no Norte de Minas Gerais, com ramificações em Goiás, Espírito Santo e Rondônia.  Um dos aspectos que chamam atenção é a estrutura da organização criminosa, que, conforme a PF, estava negociando a compra de um avião, que seria usado para transportar drogas. Também está sendo investigado se o grupo tem ramificações com o tráfico internacional, tendo em vista que comercializava cocaína embarcada em Rondônia, estado que faz fronteira com a Bolívia. Foram cumpridos quatro mandados de prisão e duas pessoas estão foragidas. A “Operação Conexão Moc” também se estendeu a Anápolis (GO) e Vila Velha (ES).

Em Januária foi preso Edvar Henrique Guimarães Júnior, de 34 anos, que, de acordo com a PF, era o representante da quadrilha na região. Ele é um velho conhecido da polícia pelo envolvimento com o tráfico de entorpecentes: foi preso pela primeira vez em 2006. Atualmente,  cumpria pena em regime semiaberto em Januária e, mesmo assim, segundo as investigações, continuava distribuindo drogas no Norte de Minas e no Espírito Santo. As investigações também apontam uma rápida evolução patrimonial de Edvar. Segundo a PF, ele fazia o transporte de cocaína em três caminhões baú que teria comprado com este objetivo.

Em Anapólis, interior de Goiás, foram presos Cícero da Silva, de 59, e o filho dele, Geovane de Souza Silva, de 32. Também foi expedido mandado de prisão contra Aliandro Loyola Pinheiro,apontado como um traficante de alta periculosidade no Espírito Santo, que já estava preso em Vila Velha  desde junho do ano passado. Foram expedidos mandados de prisão contra dois integrantes do bando em Goiás, que estão foragidos.

Conforme o delegado Thiago Garcia Amorim, da delegacia da PF em Montes Claros, as investigações foram iniciadas em dezembro de 2014, quando foram apreendido R$ 100 mil em um carro na BR-135. Durante a apuração, foi descoberto que o montante e o veículo apreendidos pertenciam à quadrilha do tráfico de drogas que atuava em Rondônia, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. Na ocasião, tinha sido feita a entrega de 37 quilos de cocaína na região.

 Thiago Amorim Garcia, delegado da Polícia Federal(foto: Luiz Ribeiro/EM)
Thiago Amorim Garcia, delegado da Polícia Federal (foto: Luiz Ribeiro/EM)
Nas investigações, foi constatado que a quadrilha acumulou patrimônio estimado em R$ 5 milhões e movimentava em torno de R$ 800 mil por mês com a venda de drogas, diz a PF.  Na operação, houve a apreensão de três carros de luxo e de R$ 20 mil em dinheiro. Também foi pedido o bloqueio de imóveis e de outros bens dos integrantes do bando.

Segundo o delegado da PF, a droga era transportada de Rondônia para Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo por terra, escondida em caminhões-baú.  Conforme o policial, durante o  período de um ano e meio de investigações, por duas ou três vezes, a quadrilha fez o transporte de drogas pelo ar, recorrendo a um avião que teria sido alugado. As investigações revelam que os crimininosos estava se aparelhando mais ainda, com a negociação da compra de um avião no Maranhão. O avião, um modelo Cessna, orçado entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, tem capacidade para transportar até 300 quilos de droga, com autonomia de pelo menos três horas de voo. O negócio não foi concretizado
 


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