SIGA O EM

Sarney Filho vê situação crítica em área atingida pela lama da Samarco

Ministro do meio ambiente sobrevoou Bento Rodrigues na manhã desta segunda-feira e defendeu legislação mais rigorosa para mineradoras

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1036202, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Paulo Filgueiras/EM/D.A Press ', 'link': '', 'legenda': 'Sarney Filho afirmou que o sobrevoo sobre Bento Rodrigues o deixou muito preocupado', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2016/05/16/763039/20160516104734820987o.jpg', 'alinhamento': 'center', 'descricao': ''}]

postado em 16/05/2016 10:33 / atualizado em 16/05/2016 11:07

Valquiria Lopes

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
O ministro do meio ambiente, Sarney Filho (PV-MA), visita Mariana, na Região Central de Minas, na manhã desta segunda-feira. Sarney Filho sobrevoou a região de Bento Rodrigues, subdistrito destruído pelo rompimento da Barragem do Fundão, pertencente à mineradora Samarco, Vale e BHP Billinton e se reuniu com o prefeito Duarte Júnior e lideranças comunitárias.

Na reunião, o prefeito fez um relato dos principais problemas de Mariana desde o rompimento da barragem, como a queda na arrecadação e o desemprego. O chefe do executivo municipal também relatou sua preocupação com o futuro da mineradora Samarco na região e a recuperação do meio ambiente devastado pelos rejeitos de lama.

No encontro, o prefeito informou que o município vai  assinar termo de conformidade, sinalizando que, por parte de Mariana, a Samarco está autorizada a retomar suas atividades, desde que obtenha todas as licenças necessárias para isso.

Sarney Filho afirmou que o sobrevoo sobre Bento Rodrigues o deixou muito preocupado, em especial no que diz respeito aos cursos d'água, "que estão em situação crítica". Ele acrescentou ser favorável a mudanças na legislação que regular a atividade minerária no Brasil. "Temos que deixar de lado o foco no privilégio dado às empresas para focarmos na preservação do meio ambiente e nas populações que trabalham e vivem próximos a esses locais". O ministro acentuou que não é contra a mineração, mas que é preciso aumentar a segurança nos locais onde há extração de minério.

O ministro defendeu cautela em relação ao argumento do prejuízo porque a situação ainda é crítica. "Estou assustado porque achei que iria encontrar uma situação mais amenizada e eu não vi isso", disse. Sobre a retomada dos trabalhos da Samarco, ele afirmou que é preciso ficar claro que a tragédia se encerrou, mas que não tem essa convicção.  "Vi muitas obras, mas não tenho certeza que as dimensões dessa tragédia acabaram", comentou.

Sarney Filho ainda disse que não vai se comprometer com nada que permita a retomada das atividades da mineradora. "Não vou participar desse ato de assinatura do termo de conformidade", afirmou o ministro, que disse não ser contra a mineração, mas quer que as "coisas andem depressa para que outras tragédias não ocorram em Minas". 

O prefeito de Mariana disse entender o posicionamento do ministro e a sua preocupação, mas defende a necessidade da retomada da economia da cidade e afirma que a empresa apresentou todos os documentos necessários para a licença ambiental. 

O presidente da Samarco, Roberto Carvalho, afirmou que a empresa tem tomado todos os cuidados, feito obras e que contratou os melhores técnicos do mundo para reparar o dano e mudar a mineração. Durante o encontro, Sarney Filho ainda pediu uma reunião em Brasília com todos os envolvidos para dar agilidade aos trabalhos de recuperação da região atingida pela lama.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600