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Estado de Minas

Integrantes do MST protestam no complexo da Vale em Catas Altas

Mulheres cobram novo modelo de extração mineral e pedem justiça para as vítimas da tragédia de Mariana. Segundo a Vale, instalações foram depredadas pelo grupo


postado em 08/03/2016 09:12 / atualizado em 08/03/2016 11:08

 Mulheres que integram o Movimento dos Trabalhadores Ruais Sem Terra protestam na manhã desta terça-feira na Mina Fazendão, em Catas Altas, na Região Central de Minas Gerais. A mina faz parte do Complexo de Mariana, que pertence à Vale. De acordo com a empresa, há registro de depredação no local.

Segundo uma das integrantes que participa do movimento, 1,5 mil militantes de Minas, São Paulo e Espírito Santo ocuparam as dependências bloqueando a MG-129, os trilhos e a entrada do escritório da mina. Elas chegaram ao local por volta das 6h. Não há previsão para o fim do protesto.

Conforme as manifestantes, elas pedem um novo modelo de extração que priorize a população local e pedem justiça no caso do rompimento da barragem de rejeitos em Mariana, que deixou 17 mortos e dois desaparecidos em novembro do ano passado. A ação foi organizada em conjunto com o Movimento pela Soberania Popular na Mineração, e integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas, marcando as celebrações de 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Por meio de nota, a Vale confirmou o protesto na mina. Segundo a empresa, ao contrário do que foi informado pela entidade, 500 pessoas estão no local. A Vale também afirma que a instalação foi alvo de vandalismo. “Elas picharam e sujaram a portaria e a rodoviária interna da unidade. Os invasores também paralisaram e depredaram o ramal ferroviário da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) que dá acesso a mina da Vale na região”, diz a empresa, por meio de nota.

Ainda segundo a Vale, serão tomadas todas as medidas cabíveis para retomar a normalidade na unidade de Catas Altas.

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