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Polícia Civil pede prisão de sete pessoas ligadas ao rompimento de barragem em Mariana

Entre as pessoas que tiveram a prisão pedida estão seis funcionários da Samarco e um da consultoria VogBR. Inquérito foi apresentado nesta terça-feira na ALMG

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postado em 23/02/2016 15:09 / atualizado em 23/02/2016 20:26

João Henrique do Vale , Paulo Henrique Lobato /

A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão de sete pessoas consideradas responsáveis pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, que deixou 17 mortes, dois desaparecidos, e 725 pessoas desabrigadas. O inquérito para apurar as causas do rompimento foi encerrado e está sendo apresentado na tarde desta terça-feira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Entre as pessoas que tiveram a prisão pedida estão seis funcionários da Samarco e um da consultoria VogBR.

A conclusão das investigações sobre a tragédia foi adiada por três vezes a pedido da Polícia Civil. O primeiro inquérito foi aberto em 6 de novembro, um dia depois do rompimento da barragem. O documento com as conclusões da tragédia possui 13 volumes, 2.432 páginas. Foram colhidos aproximadamente 100 depoimentos de testemunhas e envolvidos diretamente na tragédia. Os resultados foram apresentados pela chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada Andrea Vacchiano, o delegado regional de Ouro Preto e responsável pelo inquérito, Rodrigo Bustamante, e o perito criminal Otávio Guerra, responsável pelo laudo técnico da causa do rompimento.

Foram indiciados por homicídio com dolo eventual - quando se assume o risco, mesmo sem intenção de que o crime aconteça- , inundação e poluição de água potável seis pessoas ligadas a Samarco, e um funcionário da VogBR. O presidente licenciado da empresa, Ricardo Vescovi de Aragão, o diretor-geral de operações, Kléber Luiz de Mendonça Terra, que também está afastado, o gerente-geral de projetos, Germano Silva Lopes, gerente de operações, Wagner Milagres Alves, coordenador técnico de planejamento e monitoramento, gerente de geotecnia e hidrogeologia, coordenadora de operações de barragens, Daviely Rodrigues da Silva, e o engenheiro responsável pela declaração de estabilidade da Barrragem do Fundão, da empresa VogBr, Samuel Santana Paes Lourdes.

Por causa da complexidade das investigações, o inquérito foi desmembrado. O segundo procedimento apura os crimes ambientais e licenciamentos da barragem. O prazo para a conclusão é até 12 de março. Por isso, outras pessoas podem ser incluídas no indiciamento e outros crimes podem ser atribuídos aos indiciados.

A tragédia também é investigada pela Polícia Federal (PF). No fim do mês passado, o Estado de Minas revelou, com exclusividade, que o relatório da PF aponta "dolo eventual" - quando se assume o risco, mesmo sem intenção de que o crime aconteça - da Samarco, proprietária da barragem, na tragédia de Mariana. A polícia já responsabilizou seis funcionários da mineradora, incluindo o presidente afastado, Ricardo Vescovi.

As apurações estão em curso. Na última semana, equipes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em escritórios da empresa Samarco, dona da Barragem do Fundão. A ação ocorreu em Mariana, em Anchieta, no Espírito Santo, e na casa de um engenheiro da empresa. As buscas fazem parte do inquérito que investiga os danos ambientais causados pelo rompimento.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Jeronymo
Jeronymo - 24 de Ferveiro às 08:09
E a prisão dos culpados e das mortes na queda do viaduto da Pedro I ?
 
Jeronymo
Jeronymo - 24 de Ferveiro às 08:08
E como andam as investigações do desmoronamento do viaduto da Pedro I ? ou alí não há responsável ? será o povo os culpados?
 
Gaguigu
Gaguigu - 23 de Ferveiro às 21:37
Boa notícia!
 
Marcelo
Marcelo - 23 de Ferveiro às 16:12
Demorou...
 
sebastião
sebastião - 23 de Ferveiro às 15:59
Quando desce uma montanha inteira sobre um bairro, como aconteceu no Rio, as autoridades responsáveis, não são presas. Na SAMARCO, creio ser uma fatalidade do rompimento, como acontece nas geleiras, vão punir? A SAMARCO deveria arcar com os prejuízos, (infelizmente as mortes não tem como) e DESATIVAR A EXTRAÇÃO.