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Pelo menos 145 prisões foram feitas em BH pela PM, que justifica atos considerados abusivos durante confronto com blocos

PM afirma que havia policias à paisana identificando criminosos em meio aos foliões, diz que estratégia está sendo estudada para ano que vem e admite que carros com som alto são grande desafio

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postado em 11/02/2016 16:30 / atualizado em 11/02/2016 20:24

João Henrique do Vale

Facebook/Reprodução

Pelo menos 145 pessoas foram detidas durante o carnaval de Belo Horizonte, devido a furtos e roubos de foliões que participaram dos blocos de rua, sendo 120 adultos presos e 25 adolescentes apreendidos. O levantamento ainda está sendo concluído pela Polícia Militar e esse número pode ser maior.

Durante coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, a PM rebateu críticas em torno de pouco efetivo acompanhando os blocos, dizendo que havia também policiais à paisana identificando e 'pinçando' criminosos em meio aos foliões. A maioria dos presos, inclusive, já tinha passagem pela polícia.

A PM justificou ainda três situações polêmicas que tomaram conta do noticiário policial durante a folia. O primeiro deles, uma confusão envolvendo o Bloco da Bicicletinha, na madrugada da quinta-feira que antecedeu aos dias oficiais de festa. Durante confusão na Praça Raul Soares, no Centro de BH, militares do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) foram acusados por integrantes do bloco, coletivo de ciclistas que percorreu ruas da cidade antes de parar na praça, de truculência para encerrar as festividades do grupo. Foram lançadas 14 bombas de efeito moral e gás, além do disparo de 26 tiros de balas de borracha para dispersar o grupo estimado em 700 ciclistas, segundo as informações relatadas no boletim de ocorrência registrado pela PM.

 

Segundo a PM, o bloco não estava autorizado e fechou as ruas que dão acesso à Praça Raul Soares, gerando diversas reclamações de moradores da região, inclusive idosos, que não conseguiam entrar e sair de casa. As reclamações foram registradas no 190. Por isso, o Batalhão de Trâsnito foi acionado, mas os policiais foram ofendidos por integrantes do bloco. Em seguida, chegou a Rotam, mas um dos ciclistas, segundo a PM, jogou a bicicleta em cima da viatura, o que provocou a ação dos policiais. Ainda de acordo com a PM, porém, os militares usaram de 'força moderada' e a imobilização do folião foi feita sem truculência.
Assista.

 

Outro grave incidente envolveu o bloco Tchanzinho Zona Norte, no domingo de carnaval. Novamente, a PM afirma que o bloco não estava autorizado e teria informado um trajeto de percurso, mudado ao longo da festa. Mesmo assim, o grupo foi acompanhado pela PM. Alguns integrantes teriam invadido a Estação 1º de Maio, tentando pular a catraca. A PM agiu na tentativa de ajudar funcionários da CBTU e manter a segurança da estação.

Por fim, a PM mencionou a confusão ocorrida na Praça ABC, na madrugada da terça-feira, quando a praça se transformou em um verdadeiro campo de guerra. De acordo com os policiais, houve uma mudança de público no local, a partir das 20h, quando a animação dos blocos foi substituída por carros de som alto, havendo muitas pessoas urinando nas ruas e pichando os muros. Novamente muitos moradores fizeram reclamações usando o 190. A polícia então foi para o local já com um efetivo majorado. Assista.

Logo que chegaram os policias teriam presenciado várias brigas e também tentado pedir o desligamento do som, sendo vaiados por quem participava do evento. Em seguida, um dos participantes atirou uma garrafa nos policiais e logo depois foram jogadas pedras. Por esse motivo, a PM precisou usar bombas de efeito moral e balas de borracha. Mas não houve prisões.

Para o próximo ano, a corporação já estuda estratégia para atuação na região da Savassi, mas a PM admite que os carros com som alto são grande desafio.

PÚBLICO Ainda durante a coletiva, a PM afirmou estimar um número de 2 milhões de pessoas participando ao carvanal em BH. Cálculo feito por monitoramento aéreo. O número é superior ao divulgado pela prefeitura, de 1,6 milhão. 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Ronaldo
Ronaldo - 12 de Ferveiro às 21:41
A policia Militar esta de parabéns, em algumas situações tem que agir com rigor sim. Quem não respeita policia é vagabundo.
 
carlos
carlos - 12 de Ferveiro às 01:17
Uma cidade que se dá ao desfrute de promover badernas, pois carnaval não é festa cristã e sim pagã dedicada ao demônio, assume os riscos. A PM agiu, no meu pensar, com muita pouca moderação. Tinha que agir com mais rigor, pois só assim vagabundos obedecem. De ciclista essa turba não tinha nenhum. Só vagabundos arruaceiros drogados e bêbados. E carros com som potente e principalmente nas carrocerias de pick-ups deveriam ser proibidos e apreendidos. É um absurdo que o som permitido para ocupantes ouvirem dentro do carro seja usado para perturbar o povo em geral que não tem a obrigação de ouvir.
 
Afonso
Afonso - 11 de Ferveiro às 22:06
PM está certa.
 
Afonso
Afonso - 11 de Ferveiro às 21:27
A PM está certa.
 
Ferdinando
Ferdinando - 11 de Ferveiro às 20:18
carro com som altíssimo realmente é uma praga, geralmente a m.... do funk da favela. Talvez multas pesadas resolvessem isto mas, aí parece que já é fora da alçada da PM ou prefeitura.
 
FLAVIO
FLAVIO - 11 de Ferveiro às 19:49
A verdade e :Belo Horizonte nao esta preparada para grandes eventos , qualquer dia este barril de polvora vai explodir.
 
Leopoldo
Leopoldo - 11 de Ferveiro às 19:03
Multa, apreensão, sem dó. Pronto, resolvido.
 
ADIR
ADIR - 11 de Ferveiro às 18:57
Carros com som alto "no carnaval"? rsrsrs - pior são os que passam pelas ruas dos bairros o ano todo, a qualquer hora da noite e da madrugada.
 
sergio
sergio - 11 de Ferveiro às 18:03
Parabéns a Policia Militar de Minas Gerais, agiram com firmeza quando afrontadas por uma corja que não sabe o que civilidade, muito menos respeito com aqueles que zelam pela nossa paz e sossego. E não adianta uma meia duzia de alienados dizerem que a PM agiu de forma truculenta. Lamentável como uma cidade e um país valoriza a cultura inútil como essa porcaria chamada funk .
 
Andre
Andre - 11 de Ferveiro às 17:33
Carnaval nota 10 até as 19:00/20:00hs. Logo após a favela desceu iniciando diversos tumultos, brigas, arrastões. Uma grande pena para o que podia ser o melhor carnaval de rua de todos os tempos.
 
Paula
Paula - 11 de Ferveiro às 17:29
A PM está muito enganada. Ninguém precisa de autorização para andar de bicicleta pela cidade.