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Com público cada vez maior, Belotur chamará blocos para organizar melhor os desfiles em 2017

Conciliar trânsito e trajeto dos blocos, muitas vezes definido na última hora, é a principal missão para o carnaval de BH, que promete se tornar ainda maior

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postado em 11/02/2016 06:00 / atualizado em 11/02/2016 07:34

Guilherme Paranaiba

Ramon Lisboa/EM/DA Press
Quase 280 blocos nas ruas, uma multidão de 1,6 milhão de pessoas atrás deles e um desafio de proporções tão grandes quanto o sucesso de público e animação dos foliões no carnaval de Belo Horizonte. Os números revelam a consolidação da festa na cidade, com cerca de 100 mil pessoas a mais que em 2015, mas também estão por trás de uma missão para 2017, que consiste, essencialmente, no estreitamento da relação entre os blocos de rua e a prefeitura, para o samba não atravessar. Pensando no ano que vem, a Belotur já adiantou que pretende chamar os blocos para uma conversa sobre o trajeto dos desfiles. O objetivo é falar sobre o replanejamento dos percursos e avaliar as melhores opções em um contexto de multidões cada vez maiores. A experiência deste ano mostrou que houve dificuldades com fechamentos de trânsito tardios e carros estacionados em vias estreitas. Representantes dos grupos carnavalescos acreditam que seja importante intensificar as negociações, mas salientam que é preciso manter o caráter independente da festa como manifestação popular, que pode perder essa característica se ficar engessada por determinações do poder público.

As equipes do Estado de Minas acompanharam os principais blocos e perceberam ações da BHTrans atrasadas para o fechamento de vias e também para orientação sobre estacionamento em locais de concentração de blocos, o que trouxe dificuldades para a evolução. Esses problemas foram percebidos em grupos como o Chama o Síndico – que desfilou pela Afonso Pena na quarta-feira antes do carnaval e congestionou o trânsito no sentido Mangabeiras –, no Então, Brilha! – que bateu de frente com o trânsito no sentido contrário da Avenida do Contorno, e o Juventude Bronzeada, bloco que mais teve problemas para se deslocar pelas ruas do Bairro Floresta, Leste de BH. Com vias mais estreitas e um público que só cresce –  presentes falavam em cerca de 14 mil pessoas –  organizadores precisaram parar as músicas várias vezes para orientar o trajeto, repleto de veículos estacionados e sem faixas da BHTrans alertando sobre a concentração.

“Com base nos números deste ano, é óbvio que vamos ter que replanejar todas as dimensões dos blocos. Mas eu não arriscaria citar nenhuma intervenção específica. Esse processo é de discussão coletiva”, disse a presidente da Belotur, Cláudia Pedrozo. “Em primeiro lugar, respeitamos a fala dos blocos. A gente senta e conversa, perguntando se eles não acham que determinado percurso coloca em risco a segurança. Depois, ouvimos. São eles que oferecem a festa, então não podemos interferir de forma direta”, afirma a presidente, que destacou o sucesso do carnaval com um esforço de cerca de 10 mil pessoas, sendo 4 mil servidores da PBH e 6 mil funcionários temporários, contando com vendedores ambulantes. Cláudia Pedrozo prevê ainda mais pessoas em 2017, diante da repercussão nacional do carnaval de BH.

Uma das integrantes do bloco Juventude Bronzeada, Marcela Pieri diz que tem recebido inúmeros comentários destacando o sucesso do desfile, mesmo com percalços de afunilamento nas ruas da Floresta. Ela conta que o grupo está aberto ao diálogo, mas destaca que é necessário manter a autorregulação dos blocos. “É complicado fazer um trajeto que acolha multidões, porque vamos limitar o espaço e centralizar muito, o que não tem a ver com esse carnaval de BH”, diz ela. Marcela acrescenta que a festa tende a ser muito melhor e manter seu caráter de diversidade se houver  apoio do poder público, mais do que determinações que engessem a folia. “A gente precisa do apoio efetivo da BHTrans para fechamento de vias. Sabemos que eles fazem isso todo domingo na Feira da Afonso Pena. Se há carros ao longo do trajeto, cria-se uma dificuldade”, afirma.

CONFRONTO Marcela ainda reclama da atuação da Polícia Militar no episódio com o Bloco da Bicicletinha, na quinta-feira antes do carnaval, na Praça Raul Soares, em que os militares encerraram a festa com bombas e balas de borracha, e pede mais atenção do Corpo de Bombeiros, que chegou a fazer várias exigências relacionadas a um plano de prevenção para os blocos. Para Renata Chamilet, produtora do bloco Baianas Ozadas, é necessário conversar cada vez mais. “Estamos aprendendo a fazer o carnaval e as autoridades, também. Acho que os bombeiros, por exemplo, precisam entrar mais nesse circuito”, diz Renata. No caso do Baianas, uma das coisas que mais agradaram foi a atitude da BHTrans, que conseguiu liberar todo o caminho no percurso. Sem carros estacionados, o desfile durou as quatro horas previstas.

Em nota, a BHTrans informou que quando os blocos não cumpriram o acertado “quanto ao local de concentração e ao trajeto, ou apresentaram um crescimento espontâneo acima do estimado, agentes fizeram os desvios em tempo real, buscando, com a maior agilidade possível, atender as duas demandas: a da segurança, com prioridade, e a circulação de pessoas e veículos”, diz o texto. Sobre o bloco Juventude Bronzeada, a BHTrans afirma que o itinerário só foi definido na sexta-feira, não dando tempo de confeccionar faixas de pano. Além disso, a empresa diz que houve mudança no trajeto no dia do desfile, o que obrigou os agentes a tomarem atitudes em tempo real.

Sobre o episódio com o Bloco da Bicicletinha, a PM declarou que agiu para reestabelecer a ordem na Praça Raul Soares, depois que policiais foram hostilizados e o grupo de ciclistas não quis liberar as pistas. Segundo o Corpo de Bombeiros, as determinações relacionadas aos blocos que usam trio elétrico servem para garantir a segurança e evitar acidentes, que em situação que envolve multidões podem se transformar em tragédias.
Arte EM
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Ricardo
Ricardo - 12 de Ferveiro às 20:24
O poder público já acabou com o carnaval das escolas de samba, agora quer matar também o dos nossos blocos de rua...porque na verdade o poder público não quer movimentar a sua estrutura (policiamento, limpeza pública, corpo de bombeirosbombeiros...) para nada!
 
Juvelino
Juvelino - 12 de Ferveiro às 02:22
Exigimos o retorno da estrutira com som de DJ na Praça da Savassi em 2017 como era em 2015! Tiraram o som esse ano pensando que o povo não iria pra lá, mas o povo compareceu assim mesmo! nÉ preciso conversar com os moradores porque proibir não pode!
 
Pedro
Pedro - 11 de Ferveiro às 11:36
O país afundando em miséria e pobreza por causa da corrupção e pela imensa falta de interesse da sua população em progredir.... Bye Bye... Deixo Pimentel e Dilma para vocês.... Merecem !!!!!
 
Juvelino
Juvelino - 12 de Ferveiro às 02:19
Vá reclamar com quem realmente é a culpada por sermos o que somos desdo descobrimento deste país! Quem foi que nos ensinou a sermos assim?! A resposta é fácil! kkkkk
 
mauro
mauro - 11 de Ferveiro às 14:37
A gente não quer só comida A gente quer comida, diversão e arte
 
mauro
mauro - 11 de Ferveiro às 14:36
Pedro A gente não quer só comida A gente quer comida, diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída para qualquer parte A gente não quer só comida A gente quer bebida, diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer a vida como a vida quer
 
rodrigo
rodrigo - 11 de Ferveiro às 11:06
TINHA QUE TER HORA PARA ACABAR, CHEGA A NOITE VIRA TERRA DE NINGUÉM
 
wilson
wilson - 11 de Ferveiro às 10:24
Os blocos querem livre acesso e livre itinerário????
 
Weber
Weber - 11 de Ferveiro às 09:20
Parabéns aos organizadores dos blocos. Vocês fizeram renascer não somente o carnaval, mas o "espírito do carnaval' em BH. Plantou-se vida e alegria no asfalto. Ambulantes também fizeram sua parte e não deixaram a garganta secar.
 
Weber
Weber - 11 de Ferveiro às 09:20
Parabéns aos organizadores dos blocos. Vocês fizeram renascer não somente o carnaval, mas o "espírito do carnaval' em BH. Plantou-se vida e alegria no asfalto. Ambulantes também fizeram sua parte e não deixaram a garganta secar.
 
Aristoteles
Aristoteles - 11 de Ferveiro às 09:05
Se tivessem a mesma mobilização e energia para coisas realmente importantes! Quanto pior a situação maior a necessidade de fugir das preocupações, mas não adianta, depois destes dias de puro exagero, as coisas estarão muito piores e o desespero será maior ainda. Povo primitivo e ignorante!
 
mauro
mauro - 11 de Ferveiro às 14:39
você acha que 1600 000 pessoas não tem importância?
 
Ricardo
Ricardo - 11 de Ferveiro às 07:52
Pode anotar: O poder público "cresceu o olho", então... Vai piorar!